14 de nov de 2012

Lyon - 14.11.2012




Eu sou o Mestre Philippe de Lyon e eu intervenho, entre vocês, como Melquisedeque da Terra. Irmãos e Irmãs, vivamos um momento de Amor e de Paz.
... Partilhar da Doação da Graça...
O que o Conclave dos Anciões encarregou-me de dizer-lhes decorre, diretamente, de minha localização nessa Assembleia dos Anciões.  A matéria, a consciência da matéria, e a consciência do lugar em que vocês estão, é inscrita de acordo com um princípio de resistência e de oposição chamado ação-reação. Tudo o que sobrevém sobre esse mundo, aí onde vocês estão, será, sempre, submisso à ação-reação que é o próprio princípio do confinamento. A ação-reação exprime-se pela resistência, ou não resistência, a tudo o que pode sobrevir e advir nesse mundo. O lugar de sua consciência, onde quer que ela esteja, vai, sempre, traduzir-se pela possibilidade de ação ou de reação nesse mundo, como a possibilidade de ali reagir ao mesmo tempo ali estando ativo.
É sobre o que eu vou tentar desenvolver o que eu tenho a dizer-lhes.


Cristo disse: quando se bate em você, estenda a outra face.
O que pode aparecer, para a personalidade, como um ato de submissão, ligado a uma Predação, pode ou explicar-se por uma fragilidade, ou, ao contrário, por uma grande força.
Essa força não é tomada na ação-reação desse mundo, mas no que eu nomearia uma espécie de força de alma ou de espírito.

Esse mundo é construído sobre a resistência e a oposição.
Aquilo a que vocês se opuserem, em sua vida, vai reforçar-se.
No exemplo do Cristo, aquele que toma um golpe e devolve um golpe, mantém, permanentemente, a ação e reação.
Mesmo se haja um sentimento de justiça, mesmo se haja um sentimento de reparação, nesse mundo, o principio de causalidade não é, contudo, certamente, apagado.

O que eu quero dizer com isso, é que tudo ao que vocês vão opor-se, tudo ao que vocês vão resistir (pelo simples fato da mobilização de sua consciência no ato de resistir ou de opor-se), os fará reencontrar, inevitavelmente, as consequências dessa resistência e dessa oposição.
Vocês não podem, com os meios comuns da consciência, nesse mundo, provocar qualquer modificação da percepção desse mundo.
Eu diria, mesmo, mais: o fato de opor-se à causalidade desse mundo mantém-nos na causalidade e impede-nos de viver a Graça.

A Graça, longe de ser uma demissão ou uma forma de fragilidade, qualquer que seja, consiste em compreender e viver que as leis da matéria, da materialidade a mais bruta, como da consciência presente nessa matéria, não poderá, em definitivo, jamais, escapar de sua condição e de seu condicionamento.
O princípio de não ação não é um ato de passividade, mas, efetivamente, uma grande força daquele que compreendeu que resistir ou opor-se mantém o que é nomeado o confinamento.

Aceitar esse princípio, não como uma crença, mas viver, dele, os efeitos diretos dar-lhes-á a constatar, se já não foi feito, que, se vocês não se opõem mais, que, se vocês não resistem mais ao que quer que seja da matéria desse mundo, ela não pode mais ter qualquer influência, não sobre sua matéria, é claro, mas sobre sua consciência não ligada a essa matéria.
A não resistência e a não oposição (estender a outra face, se vocês preferem) é a maneira a mais rápida, a mais direta de extrair-se de suas próprias resistências, da resistência desse mundo e, portanto, de viver o Choque da Humanidade, com a maior das facilidades.

Aquilo a que vocês se opõem, reforçar-se-á, inevitavelmente.
Opor-se é confrontar-se.
Opor-se é medir-se.
E nesse gênero de medida, vocês estarão, sempre, perdendo porque a força do número, em mundos materiais confinados, é bem mais importante do que a força de um indivíduo.
Nenhum indivíduo (qualquer que seja, em uma determinada pessoa) pode abater as barreiras desse mundo, nem mesmo suas próprias barreiras.

O exemplo do Cristo foi flagrante.
Toda oposição, toda contestação, toda resistência às leis desse mundo acompanham-se, quer vocês queiram ou não, de sua participação nas leis desse mundo.
Viver a Graça consiste em nada rejeitar, nada opor, e a nada resistir.
A personalidade dirá, sempre, que deixar fazer a matéria é fonte de desordem.
O que vocês querem encontrar?
A ordem da consciência Unificada ou a ordem da consciência desse mundo?

Não mais resistir e não opor-se faz desaparecer aquilo a que vocês prestavam atenção anteriormente.
Assim, não mais resistir e não mais opor-se é, certamente, durante este período, o melhor modo de descobrir a ação da Graça, tanto em vocês como sobre seu mundo, como no que, até o presente, necessitava, de sua parte, de uma oposição ou de uma resistência.
Retenham esse grande princípio, mesmo se ele não lhes seja aparente de imediato, porque vocês apenas poderão compreendê-lo e vivê-lo do ponto de vista da Graça: aquilo ao que vocês se opõem, aquilo ao que vocês confrontam, resistirá.
É o princípio da lei desse mundo.

Vocês não podem fazer desaparecer qualquer ilusão, não podem fazer desaparecer o que os incomoda, simplesmente ali se opondo ou ali aportando uma solução.
A própria solução permanecerá inscrita de acordo com a lei de causalidade e impedi-los-á de ver a Graça que age na não reação, na não oposição.
Então, é claro, as leis da personalidade fazem com que uma pessoa agredida esteja, legitimamente, no direito de dirigir-se à justiça ou de reagir, ela mesma, conforme os casos.
Essa lei de causalidade (válida para tudo o que é da ordem da matéria observável, mensurável e ponderável) não concerne, de modo algum, ao que vocês São, em sua consciência.

Cabe apenas a vocês colocar sua consciência sob a égide da resistência ou sob a égide da Graça: Abandono ou resistência.
Abandono ou resistência não à matéria, mas à própria consciência e à fonte da própria consciência.
Enquanto sua ação situar-se como uma adaptação a um mecanismo exterior, qualquer que seja, vocês calcarão sua estratégia na lei desse mundo.
A lei desse mundo é construída apenas na falta de Amor e na procura desse Amor.
A lei da Graça e de outros mundos Unificados é construída na presença do Amor e na ausência de resistência que foi nomeada: Transparência, Humildade e Simplicidade.

As circunstâncias desse mundo e da própria Terra mostram-lhes, pela ação dos Elementos no trabalho, o que decorre de resistências e o que decorre do Abandono à Graça.
A própria matéria, a consciência da própria Terra, mostra-lhes o que acontece nela quando os Elementos revelam-se e permitem, justamente, vencer as forças de resistência.
As forças de resistência são forças confinantes, compressoras e limitantes.
A Graça é sem limite, sem pressão e sem resistências.
A Graça é, portanto, Transparência.

Assim, portanto, o exemplo da Terra mostra-lhes, nas fases que ela vive, esses diferentes momentos de ajuste e de reajuste, sob a ação da Graça e não sob a influência da reação.
É o mesmo em vocês: o Fogo interior, os movimentos de sua Terra, de seu corpo, as Vibrações de seu corpo, os humores que os afetam ou que vocês manifestam podem colocar-se sob a ação da lei de resistência, como sob a ação da lei de Abandono.
A lei de Abandono vai consistir, portanto, em aceitar como inevitável, inelutável, o que se produz, tanto em vocês como sobre a Terra.
A lei de resistência os fará entrar na oposição, no sofrimento, em relação ao que se desenrola em seus Elementos, como nos Elementos da Terra.

Como havia sido exprimido pelo bem-amado João (ndr: ou Sri Aurobindo), o Choque da Humanidade, e suas diferentes fases, vão durar o tempo que é necessário, para vocês, a título individual, como coletivo, na compreensão da resistência ou da Graça.
O que vocês, talvez, viveram, a título individual, deve viver-se, do mesmo modo, a título coletivo.
O trabalho realizado pela Luz, seu trabalho e nosso trabalho, permitiu encurtar o intervalo de tempo entre a negação e a aceitação.
Façamos, portanto, com que as fases de resistência (e, em especial, da negociação e da cólera) sejam reduzidas à sua mais simples expressão, tanto individual como coletivamente.

A resistência à Luz mantém a ilusão: tanto a sua como a coletiva.
A instalação da Luz, realizada pela junção entre a irradiação do Sol e a irradiação da Terra (Liberação do Sol e Liberação da Terra) torna possível a vocês e em vocês, a possibilidade de ver, claramente, o que está em trabalho em vocês.
Tudo o que resiste (ou tudo o que não é fluido, se preferem) faz apenas traduzir suas próprias resistências.
Tudo o que é fluido e fácil faz e fará apenas traduzir, cada vez mais, seu próprio Abandono à Luz.

Esse mundo segura sua manutenção, unicamente, pelo princípio de causalidade, de oposição e de confrontação.
É um equilíbrio que aparece como dinâmico, com variações de um estado a outro (quer vocês o chamem alegria, tristeza, cólera ou outro).
Quando vocês deixam cair um objeto sobre a Terra: ele cai.
Vocês não podem deixar cair um objeto nas outras Dimensões, simplesmente, porque não existe, nem alto, nem baixo, nem dentro, nem fora, nem esquerda, nem direita.
Não há qualquer razão para que um objeto exista e que esse objeto caia.

Onde ele cairia?
No alto ou embaixo, na medida em que não há alto nem baixo?
É o mesmo para sua consciência, nesses tempos.
Vocês vão resistir ou não?
Resistir a quê?
À ação de resistências conjuntas desse mundo, em suas últimas fases de oposição à Luz que se desenrola nesse momento mesmo?
Que não são responsabilidade da Terra (eu os lembro, uma vez que a Terra está Liberada e aceitou sua Ascensão), que não são responsabilidade de vocês, individualmente, que estão presentes, mas, simplesmente, da persistência dos hábitos e dos condicionamentos da humanidade, através de sistemas de controle do mental humano deliquescentes e através do peso dos hábitos e, sobretudo, os pesos da consciência limitada ligados à matéria.

Sua capacidade de instalação na Graça depende, unicamente, doravante, de sua capacidade para opor-se, ou não, ao que está aí.
A oposição ou a confrontação ao que está aí pode tomar, é claro, aspectos extremamente diversos e variados, a partir da expressão de um desejo que é contrário ao que se desenrola sobre a Terra e em vocês, até a impressão de controlar ou de dominar uma situação ou indivíduos, quaisquer que sejam.
Eu os remeto, para isso, ao que foi exprimido em numerosas reprises concernentes às Linhas de Predação, pessoais ou coletivas.
A resistência é uma forma de Predação.
O Abandono à Graça é o estado de Amor Absoluto que fez ao Cristo dizer: “quando se bate em você, estenda a outra face”.

Em complemento de iluminação do que lhes disse IRMÃO K (ndr: sua intervenção de 10 de novembro de 2012), é evidente que, durante este período, quanto mais a Luz cresce (nesse corpo que vocês habitam como na consciência que vocês encontram mais ou menos expandida), mais isso vai traduzir-se, nesta fase final, por resistências e oposições, não de indivíduos, mas de um conjunto de indivíduos (submissos ainda às Linhas de Predação e aos medos do desconhecido) que visam a perpetuação, a continuidade, de uma consciência separada.
Mas, como disseram o Comandante (ndr: O.M. Aïvanhov) e outras Estrelas: tudo está consumado, há certo tempo, nas outras Dimensões e desce, portanto, até sua Dimensão (da qual nós estamos também, igualmente, muito próximos, o que é marcado por suas Comunhões, seus Reencontros, em diferentes níveis, em diferentes estados, de sua consciência de vigília ou de sono).

Compreender o princípio de não oposição e de não resistência os faz, muito rapidamente, descobrir os efeitos do Abandono do Si e do Abandono à Graça e à Luz.
Em definitivo, os comportamentos que são os seus (tanto individuais como coletivos) tornar-se-ão, sob o olhar da personalidade, cada vez mais extremistas, mas eles farão apenas traduzir (para a consciência expandida Unificada como para aquele instalado no Si) apenas os últimos horrores do esgotamento total das leis de resistências e de oposição.

As fases finais provocam a ruptura de um equilíbrio antigo, para obter bem mais do que um equilíbrio novo, a Passagem do antigo ao novo Mundo, da consciência separada à consciência Unificada, da pessoa ao Absoluto, da Terra de 3D à Terra de 5D, não fazem qualquer diferença.
A ação dos Elementos é a mesma, para todos.
Simplesmente, a resistência ou a não resistência à ação dos Elementos será vivida de modo diferente, contudo, com o mesmo instante final que é, eu os lembro, a Liberdade e a Liberação.

As circunstâncias do que vocês têm a viver, quaisquer que sejam (em sua vida, em suas relações, em seu corpo ou nas interações realizadas no conjunto da comunidade humana), representa, em definitivo, apenas o que acontece, em sua escala, na fase final da Luz que se estabelece, inteiramente.
Resistência ou Abandono.
Oposição ou não oposição.
Daí decorrem as consequências visíveis, em vocês, como sobre a Terra, muito precisamente, durante este período.
Isso é função apenas disso e, absolutamente, de nada mais.
O que quer dizer que, se vocês são capazes de deixar trabalhar a Luz, inteiramente, o que quer que se desenrole, isso se desenrolará, sempre, sob a ação e a égide da Luz.

A matéria deve espiritualizar-se pela ação da Luz.
O que significa essa espiritualização da matéria?
Alguns nomearam Ascensão, Translação Dimensional, Despertar, Liberdade e Liberação.
Será que a matéria, tal como vocês a conhecem, nesse plano, pode ser Liberada de sua própria lei de causalidade?
É claro que não.
Não há melhor modo de dar-se conta do que ver a diferença dos efeitos obtidos segundo o que vocês resistem e opõem-se, segundo o que vocês se Abandonam.

As circunstâncias de suas vidas, como as circunstâncias desse mundo, em face da Luz, na impregnação de Luz e no estabelecimento do reino da Luz, dão-lhes a viver, muito precisamente, aí onde está a Terra, os humanos, o sistema de controle do mental humano, assim como vocês mesmos, na escala de resistência ou de Abandono à Luz.
“Estender a outra face” é um ato de humildade extrema, mas, certamente, não de fragilidade.
É uma muito grande força, uma vez que essa muito grande força não vem desse mundo, mas, efetivamente, do outro lado do Véu, da Consciência que, em vocês, permite, justamente, a Fluidez da Unidade, a realização do Si, como a não interferência nas leis desse mundo.

É claro, quanto mais o sistema de controle coletivo do mental humano (o peso do hábito e dos automatismos) vê-se desaparecer sob a ação da Luz, mais as resistências finais desse sistema coletivo tornar-se-ão aparentes e, aparentemente, violentas.
Lembrem-se de que isso tem apenas um tempo, tanto em vocês, como no seu exterior e que se vocês aceitam, segundo o principio de humildade, “ser nada”, tal como eu exprimi em uma de minhas últimas intervenções, sensivelmente ao mesmo tempo em que a Estrela Teresa de Lisieux (ndr: intervenções de Philippe de Lyon de 02 de outubro de 2012 e de Teresa de Lisieux de 15 de outubro de 2012), vocês apreenderão, por si mesmos, não o sentido de minhas palavras, mas vocês viverão, diretamente, a eficácia e a eficiência dele.
Lembrem-se: tudo ao que vocês se opõem, tudo ao que vocês resistem, reforça-se e nutre-se de sua oposição e de sua resistência.
Esse é o primeiro passo, de algum modo, na conscientização de que vocês criam, vocês mesmos, sua própria realidade.

A realidade da Luz é imediata: não existe latência, como no principio de causalidade, o que quer dizer que a imediaticidade das reações, a imediaticidade das circunstâncias, mesmo, de sua vida, vai colocá-los em face desse principio ou de resistência, ou de Abandono.
Cabe a vocês decidir, mas eu posso assegurar-lhes, se já não foi feito, que o conjunto de circunstâncias desse mundo, coletivas e individuais, permitirá a vocês, muito rapidamente, dar-se conta da diferença entre os dois.
Isso concerne tanto à escolha de seus alimentos, uma vez que falaram disso hoje (ndr: tema amplamente desenvolvido na intervenção de HILDEGARD DE BINGEN de 03 de outubro de 2012), como a escolha da vida, como a escolha de sua consciência.

Vocês serão confrontados em uma espécie de causalidade imediata (devido à ação da Luz), às próprias consequências de uma escolha ou de outra.
E toda escolha, em definitivo, resulta apenas de sua capacidade para deixar trabalhar a Luz ou querer ali colocar sua consciência pessoal.
Ver isso, ver a ação da Luz sobre a matéria, deixar a matéria espiritualizar-se necessita, é claro, de deixar trabalhar o Espírito e, além do Espírito, em oposição às leis da matéria.
Vocês são capazes, qualquer que seja a consciência que é sua, nesse momento, de dar-se conta, por si mesmos (qualquer que seja sua localização, quaisquer que sejam as condições de sua vida), do que significa o que eu acabo de dizer, ou porque isso já lhes aconteceu, ou porque isso acontece, ao nível coletivo.

A Luz, lembrem-se, não combate, jamais, a Sombra: ela se estabelece e a sombra desaparece por si mesma.
É o mesmo entre sua consciência Luz (ligada ao que vocês São, na Eternidade) e a consciência resistente (ligada à consciência da personalidade).
Como foi exprimido de outros modos: o que se desenrola fora se desenrola em vocês.
Os Elementos no trabalho, sobre o mundo, estão no trabalho, em vocês, do mesmo modo.
Do modo pelo qual vocês se ajustam à Luz (pela não resistência ou resistência) decorre e decorrerá, cada vez mais, o modo pelo qual vocês vivem este período.

A espiritualização da matéria (ou Ascensão da matéria) nada mais é do que a aquisição, pela matéria, de outro modo e de outro modelo Vibracional e de Consciência que se acompanha do desaparecimento da matéria resistente inscrita na falsificação.
De seu ponto de vista (da consciência pessoal, coletiva ou individual), o resultado é, no entanto, estritamente, o mesmo, mas a vivência é profundamente diferente.
A qualidade dessa vivência, durante este período, é preponderante, ao mesmo tempo para o bem-estar e ao mesmo tempo para reencontrar a totalidade de quem vocês São, para além de qualquer Véu.

A espiritualização da matéria concerne, é claro, a esse corpo, pelos processos Vibratórios, pelas modificações fisiológicas que lhes foram descritas, hoje como em outros dias (ndr: ver, em especial “protocolos prioritários”).
Vocês têm uma visão clara do que se desenrola em vocês.
O mundo, tal como vocês o conhecem, é um marcador porque, o que ali se desenrola, desenrola-se, em vocês, do mesmo modo, com mais ou menos sincronia, com mais ou menos evidência.
Mas virá um instante que, se vocês duvidam disso, ainda, vocês não poderão mais duvidar, não por crença, mas porque vocês o viverão.

Muitos de vocês puderam ser afetados, durante esses últimos anos, por certo número de mudanças de equilíbrio concernentes às circunstâncias de vida como de seu próprio corpo.
Observem, real e concretamente, o resultado.
O que vocês se tornaram na sequência do que lhes aconteceu?
Vocês estão, ainda mais, na resistência?
Ou vocês estão, ainda mais, no Abandono?
As circunstâncias presentes de sua vida dependem, portanto, de sua atitude em relação ao que a Vida e a Luz propuseram-lhes.
Apenas existe punição, castigo, erro, para a personalidade, certamente não para aquele que está estabelecido no Si ou no Absoluto.

As circunstâncias da Terra, ligadas à ação dos Cavaleiros, visíveis sobre esta Terra ao mesmo tempo pelas modificações dos sismos, de vulcões, de ventos, da água é a mesma que se produz em vocês.
A cada dia, doravante, a Luz vai chamá-los, de uma maneira ou de outra, bem além de nossas Comunhões e de nossas Presenças, bem além da Presença de MARIA ou de URIEL, bem além da Presença de um Duplo (qualquer que seja).
A Luz vai chamá-los, não como o Apelo de MARIA, mas mostrando-lhes as circunstâncias de sua consciência, como as circunstâncias de sua vida.

Lembrem-se de que não há, através disso, de modo algum, que se julgar nem que julgar quem quer que seja ou quaisquer circunstâncias que sejam.
Mas, simplesmente, observar o que a Vida e a Luz dão-lhes a ver.
Observem que o que a Vida e a Luz dão-lhes a ver (em sua vida, em seu desenrolar, em seus eventos) é capaz de facilitar a não resistência e, portanto, o Abandono à Luz (se já não foi feito), o Abandono do Si, e a reintegração em sua Eternidade.
Pouco importará, então, quando vocês tiverem realizado, eu diria, seu Choque da Humanidade, em vocês: nada mais poderá afetar a Consciência que vocês São.

Eu prossigo, assim, o que pôde ser-lhes dito, por exemplo, hoje, por MA ANANDA (ndr: intervenção de MA ANANDA MOYI de 10 de novembro de 2012) como por outros, simplesmente, pela visão da Terra como Melquisedeque da Terra.
A Terra exprimirá, sempre, uma compreensão: a matéria.
O Elemento Terra, amputado de sua Realidade e congelado, não Vibra mais.
Aliás, a junção da Luz na matéria, permitiu-lhes viver os mecanismos Vibratórios da Luz Vibral e realizar certo número de transmutações, em vocês.
Hoje, não é questão de ir mais longe, mas de viver, mais intensamente, esse princípio de resistência, de oposição ou, então, de Abandono, pelas próprias circunstâncias de sua vida e da vida sobre a Terra.

Até o presente, vocês podiam colocar questões sobre o Abandono (seja o Abandono à Luz e o Abandono do Si) sem, contudo, conseguir encontrar uma resposta, nem mesmo vivê-la.
As circunstâncias coletivas vão fazer de forma a que a questão não terá mais necessidade de ser colocada, porque vocês viverão de um lado ou do outro: ou do lado da resistência ou do lado do Abandono.
Mas o simples fato de ver a resistência pelo que ela é provocará uma maior facilidade para o Abandono.
Geralmente, as resistências da matéria, para além do confinamento, resultam apenas dos hábitos.
Assim, portanto, o fim dos hábitos, que já começou, para muitos de vocês, através da modificação de sua fisiologia (quer elas sejam ligadas às necessidades alimentares, às necessidades afetivas, às necessidades sexuais ou, ainda, às necessidades de sono), dá-lhes a prova (se vocês o vivem) de que não existe qualquer barreira que a Luz não possa abolir, mesmo que concirna à fisiologia da matéria.
Assim se modificam, por justaposição e sobreposição da consciência comum com a consciência Una, suas próprias condições de vida, agora e já.

O que os afetava, mais ou menos conscientemente, mais ou menos intensamente, a titulo individual, torna-se, simplesmente, coletivo.
Isso aparecerá a partir do fim da intervenção do anjo URIEL, que lhes deu, de algum modo, as últimas ferramentas de ajuste à sua própria Presença, ao invés de sua própria resistência (ndr: ver “protocolos prioritários”).
Eu os convido, portanto, não a retirar-se de sua vida, mas simplesmente observar (no que se desenrola em vocês como em sua vida, ao seu redor) qual é sua reação, qual é seu estado, qual é seu estado emocional, qual é seu estado mental e qual é seu estado de Paz.

Vocês sabem, pertinentemente: a emoção não pode implicar a Paz, assim como o mental não pode implicar a estabilidade e a Paz.
Cabe a vocês, daí, tirar as conclusões, e cabe a vocês ver onde colocar-se, em função da ação da Luz, não mais, unicamente, em sua pessoa, como Liberador, mas no conjunto do processo de Liberação da Terra.
Aí estão os alguns elementos de reflexão que eu tinha a dar-lhes.
Se temos tempo, e se há, em vocês, questionamentos em relação a isso, então eu os escuto.

Questão: viver o estado de Graça e não mais ter vontade de “voltar a descer” é normal?

Mas quem quer voltar a descer, se não é a própria personalidade?
Aquele que está na Graça não se coloca a questão de voltar a descer ou de voltar a subir: ele ali É.
O estado de Graça (e vocês têm o exemplo, para isso, de algumas Estrelas que contaram um pouco a vivência delas quando de sua encarnação) dá-lhe a ver o que é o Abandono à Luz e a resistência à Luz.
Colocar-se a questão de voltar a descer da Graça faz apenas manifestar uma resistência da personalidade.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs encarnados sobre a Terra, eu lhes transmito todas as bênçãos do Melquisedeque da Terra.
E eu os convido, portanto, a posicionar-se, cada vez mais claramente, sobre seus objetivos que, eu os lembro, não podem ser um objetivo, diferido no tempo, da Luz, mas o objetivo de sua vida.
As circunstâncias da vida vão levá-los, com extrema rapidez, a posicionar-se, definitivamente: é ou a Graça ou o resto.
Haverá, cada vez menos, meia medida ou ajuste ou tergiversação, entre a Graça e a personalidade.
Eu lhes digo até uma próxima vez, com todo o meu Amor.
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