5 de ago de 2013

Entrelaçamento Quântico


O fenômeno do entrelaçamento quântico é um dos mais controversos dentro da Física Moderna, devido ao fato da comprovação desse fenômeno em sua plenitude ser difícil pela complexidade de execução do experimento. O experimento consiste em obter-se dois elétrons de uma mesma fonte, de maneira que estes tenham uma correlação de origem. Com isso ao avaliar, através de uma característica específica destes elétrons chamada spin (que de maneira simplificada podemos ver como um spin (+) ou um spin (-)), se realmente existe uma ligação entre essas partículas. O interessante que, ao separarem-se os elétrons e avaliar o spin de um dos elétrons, pode-se prever com 100% de certeza o spin de seu par entrelaçado. Os spins dos elétrons entrelaçados estarão sempre em sentidos opostos, portanto, quando um for medido como positivo, o outro certamente será medido como negativo, e vice-versa.




Hipoteticamente, a distância entre os elétrons entrelaçados pode ser infinita e mesmo assim esta ligação permanecer. Ou seja, se fosse viável colocar um par de elétrons entrelaçados em teste, um na Terra e outro em Marte, com sensores para medir o spin destes elétrons, ao medir-se o spin do elétron posicionado na Terra (caso este for positivo), o que está posicionado em Marte certamente terá o seu spin negativo.

Isto tudo é muito fantástico para os nossos conceitos, mas, para a Física, é só mais uma das condições comprovadas, porém inexplicáveis. Para o microcosmos, um fato que a muito é conhecido, mas de certa forma ignorado é o salto quântico. Este, de maneira análoga ao entrelaçamento quântico, tem “um quê” de fantástico, pois quando um elétron faz um salto quântico de uma para outra órbita, ele simplesmente é teletransportado. Ou seja, o elétron vai de um ponto a outro no espaço de maneira instantânea, sem passar por posições intermediárias.

O interessante disso tudo é que a ciência convencional admite estas possibilidades por serem de certo modo comprovadas, mas sempre com ressalvas sobre os limites atuais de nossa compreensão limitada do universo em que vivemos e concebemos como real. É interessante nos perguntarmos o porquê das coisas, pois todas as afirmações feitas neste artigo vêm de conhecimentos de domínio público, de postulados realizados há mais de um século. Muita coisa interessante está acontecendo e é vivida por poucas pessoas, mas ainda assim insistimos em negar certos fatos, e um destes fatos é o experimento realizado por Jacobo Grinberg-Zylberbaum.

Figura 1: Jacobo Grinberg-Zylberbaum

O experimento realizado pelo Neurofisiologista mexicano Jacobo Grinberg-Zylberbaum consistia na monitoração de duas pessoas colocadas cada uma em uma Gaiola de Faraday, que é um ambiente que impede que quaisquer tipos de ondas eletromagnéticas entrem ou saiam dele. Com isso, essas pessoas ficam totalmente isoladas do mundo exterior, desprovidas de telecomunicações. Cada uma das pessoas era monitorada por um equipamento de EEG (Eletroencefalograma) para monitorar suas ondas cerebrais e uma lâmpada.

Figura 2: Gaiola de Faraday

Quando um sinal luminoso é dado a um dos participantes, a resposta das ondas cerebrais de ambos é avaliada para ver os efeitos. A pessoa que via a luz tinha uma resposta cerebral característica. O interessante é que a pessoa posicionada na outra gaiola de Faraday permanecia sem nenhuma resposta cerebral. Porém quando essas pessoas foram colocadas em contato a ponto de compartilharem informações pessoais e foram submetidas ao experimento, sem saberem do intuito do mesmo, quando a uma era exposta ao estímulo luminoso tanto para esta como para a outra (que não recebeu estímulo algum) uma resposta cerebral foi captada. O mais impressionante é que o estímulo foi captado instantaneamente.

Portanto, uma conexão entre estas pessoas foi estabelecida e tal conexão não é eletromagnética e acontece de maneira instantânea. Assim como elétrons em Entrelaçamento Quântico, pode-se afirmar que pessoas podem estar em uma espécie de “entrelaçamento de consciência”. Mas ao contrário da Física, que é discutida em um pequeno e seleto grupo de intelectuais, fenômenos que envolvem pessoas são discutidos pela sociedade com todos os seus “pré-conceitos” e modelo mental pré-moldado por diversos paradigmas e dogmas.

Jacobo foi ridicularizado pela sociedade científica, pois a ciência convencional tem dificuldades em aceitar quebras de paradigmas. Quando se trata de especificidades do microcosmos, da essência da matéria ou do macrocosmos, da Astrofísica, tudo é possível. Porém, quando entramos no âmbito do cotidiano, em algo que está próximo de nós, a negação é a primeira reação. O experimento do cientista Jacobo Grinberg-Zylberbaum traz a luz uma potencialidade da mente humana que pode ter a origem de sua explicação na física de partículas pela teoria do Entrelaçamento Quântico.
Rodrigo Marques de Figueiredo

http://www.cienciasparalelas.com.br/?p=1652

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