20 de set de 2014

Extraterrestres do Bem.


por
Renato Mayol
Uma indagação de muitas pessoas ao longo dos anos tem sido se existe evidência de vida extraterrestre. Os governos sempre tentaram desmentir avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Assim foi em 1947, em Roswell, uma cidade do Novo México, nos Estados Unidos, quando foram recolhidos por oficiais do exército americano estranhos escombros do que teria sido aparentemente um OVNI. Porém, todos os escombros recolhidos desapareceram e a versão oficial foi a de que a nave era um balão meteorológico.



Também não são evidências de vida extraterrestre muitos fatos sem explicação, tais como: estranhos desenhos geométricos complexos que aparecem da noite para o dia em plantações (agroglifos), as linhas da Nazca no Peru, os Moais (enormes estátuas de pedra) na Ilha de Páscoa e a construção das grandes pirâmides no Egito. Como também não servem como evidências as especulações sobre certas passagens da Bíblia ou sobre curiosos desenhos encontrados em cavernas e estimados por arqueólogos terem sido feitos há mais de 10.000 anos.

Até mesmo os relatos de OVNIs por experientes pilotos de aeronaves não são aceitos como prova da existência de extraterrestres. Os céticos preferem acreditar que tudo não passa de fraudes, alucinações ou, na melhor das hipóteses, de objetos voadores deste mundo. E há ufólogos que se resguardam dizendo que há fenômenos de natureza desconhecida, mas não há nenhuma prova científica de que tenham causa extraterrestre.

Por outro lado, o astronauta Edgar Mitchell (nascido em 1930), que fez parte da missão Apollo 14 com destino à Lua em 1971, com base em suas observações e em informações de terceiros de sua confiança, sem medo do ridículo, afirmou que não há nenhuma dúvida de que estamos sendo visitados por seres extraterrestres. E o astrofísico Stephen Hawking supõe que formas de vida inteligente talvez existam em algum lugar, mas que nem todas seriam do Bem, pois haveria também a existência de extraterrestres perigosos.

Considerando que existem mais galáxias no Universo do que os bilhões de estrelas em nossa galáxia, Enrico Fermi (1901-1954), laureado com o Prémio Nobel de Física em 1938, apesar de ser o autor do seu próprio paradoxo (paradoxo de Fermi) que consiste na aparente contradição entre as altas estimativas de probabilidade de existência de vida extraterrestre em contraste com a ausência de evidências de civilizações extraterrestres, acreditava na existência de extraterrestres. Já o astrofísico Carl Sagan (1934-1996) justificava sua crença em vida extraterrestre porque senão o Universo seria um enorme desperdício de espaço e, ademais, a ausência de evidência não significa evidência da ausência, porém, acrescentava que alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.

Acontece que evidências extraordinárias de vida extraterrestre existem! O que incrivelmente falta é percebê-las. E por que isso? Provavelmente porque tais evidências são tão incríveis que para aceitá-las só mesmo creditando-as a uma participação divina ou a milagres. E tal crédito, de tão repetidamente ensinado desde a mais tenra idade, acaba condicionando a mente, que passa automaticamente a rejeitar até pensar na possibilidade de alguma outra explicação, e o individuo assim robotizado torna-se cego e surdo às mais clamorosas evidências.

Dessa forma, do mesmo modo que Montezuma, em 1519, acreditava que o cruel conquistador espanhol Hernán Cortés fosse o enviado de Quetzalcóatl, o deus asteca, fenômenos extraordinários da evidência de vida extraterrestre são interpretados como sendo causados por entidades sobrenaturais. Mas, se ousarmos ver, enxergar e pensar, então, vamos perceber que seres de outras dimensões cósmicas, de outras galáxias, ou de outros planos atemporais, com uma tecnologia bem à frente da nossa, estão na origem causal de tais fenômenos. Tal como o que aconteceu no dia 13 de outubro de 1917, durante a Primeira Grande Guerra, na aldeia de Fátima, em Portugal, quando mais de setenta mil pessoas testemunharam um fenômeno excepcional.

Relatos jornalísticos contam que o céu estava coberto de nuvens e a chuva não parava de cair. De repente, perto do meio-dia, abriram-se as nuvens, a chuva parou e apareceu no céu um disco de prata com brilho intenso. Qual roda de fogo, o disco girou sobre si mesmo com uma rapidez indescritível. Seu núcleo apareceu escuro e suas bordas brilhantes. E realizou movimentos para direita e para esquerda parecendo se precipitar sobre a Terra. Feixes de luz de todas as cores, em especial azul e roxa, espalharam-se por cima da multidão. Uma coluna semelhante a uma nuvem pairava a alguns metros do solo. Em seguida, o disco ficou parado por alguns minutos e por mais duas vezes tudo se repetiu. Pessoas que se encontravam a quilômetros do local, também observaram o prodígio que durou entre dez e doze minutos e muitas fotografias foram tiradas. Terminado o fenômeno, todos notaram com surpresa que, pouco antes molhados por causa da chuva, estavam agora completamente secos.

Teria tudo não passado de alucinação em massa e de histeria coletiva? Acontece que fotografias e pessoas observando o fenômeno à distância dificilmente podem ter como explicação a histeria ou alucinações, que é o que os mais céticos e aqueles com preguiça mental logo aventam nesses casos, com ares de pretensa esperteza.

Outro fato extraordinário aconteceu em 1531 na colina de Tepeyac, no México, quando Juan Diego, um índio de 51 anos de idade, ao desdobrar o seu manto onde estavam algumas rosas que havia colhido para entregar ao bispo local, ao invés das rosas, apareceu no manto o desenho de uma imagem de uma jovem bonita, de cabelos pretos, envolta por um manto azul salpicado de estrelas que a revestia da cabeça aos pés.

O manto sobre o qual a imagem foi estampada é confeccionado com fibra vegetal que deveria se decompor em 20 anos, aproximadamente. Mas esse tecido dura há centenas de anos sem se rasgar e nem se decompor. Os corantes da imagem não pertencem ao reino vegetal, mineral e nem animal. A imagem foi pintada diretamente tal qual é vista, sem esboços nem retificações.

A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. O mais incrível é que a digitalização e ampliação dos olhos da imagem mostram os seguintes pormenores: um índio no ato de desdobrar sua capa perante um franciscano; o próprio franciscano, em cujo rosto se vê escorrer uma lágrima; uma pessoa muito jovem, tendo a mão sobre a barba com ar de consternação; um índio com o torso desnudo; um homem, uma mulher e algumas crianças. Ou seja, nos olhos da imagem encontra-se registrada a cena vista pela jovem, como em uma fotografia. Tecnologia ainda não ao nosso alcance, mas possível para seres com tecnologia mais adiantada que a nossa. Terá sido tal imagem um sinal da intervenção de especiais seres espaciais durante um período crítico da conquista do México pelos invasores espanhóis? Pois foi em consequência desse fato que a relação entre invasores e invadidos melhorou, cessando o massacre dos índios.


Extraordinários fenômenos ocorreram também em uma igreja copta em Zeitun, no Egito. A igreja copta ou egípcia é uma das ramificações da igreja cristã. Os fenômenos iniciaram-se no dia 2 de abril de 1968 e duraram até 1970, período em que se desenrolava um sério conflito religioso entre cristãos e muçulmanos.
Foram aparições da figura de uma jovem com transmissão pela televisão egípcia. Essas aparições foram testemunhadas por mais de um milhão de pessoas, de todas as religiões, incluindo o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Esse assunto ocupou durante muito tempo as manchetes do principal jornal egípcio, o Al-Akhbar.
As aparições, que duravam de alguns minutos até horas, começavam com a visualização, no domo da capela copta em Zeitun, de uma jovem que flutuava acima dos presentes, sorrindo e abençoando-os. A figura, vista por todos, era cercada por um globo de luz muito luminoso, acompanhado por objetos brilhantes com formato que sugeria pombas. As pessoas também sentiam aromas perfumados. Esses objetos em forma de pomba estilizada moviam-se rapidamente e, às vezes, em número de seis ou sete, formavam uma cruz.
Tudo está documentado em fotografias e em vídeo, o que dificilmente ocorreria se fosse um caso de histeria coletiva. Nessas aparições, a figura nunca disse uma palavra. A polícia local vasculhou tudo e todos os arredores, mas nada foi encontrado que pudesse ser usado para produzir tal fenômeno. O mais importante é que o conflito entre cristãos e muçulmanos cessou.
Em junho de 1968, quando as relíquias de Marcos, o evangelista e patrono da Igreja Copta Ortodoxa, estavam sendo trazidas de Roma pelo Papa Kyrillos VI, para a inauguração da Catedral de São Marcos no Egito, apareceram à noite, no céu do aeroporto do Cairo, objetos luminosos com formato sugerindo pombas estilizadas, iguais aos que acompanhavam as aparições da figura na igreja copta. Surgiram de repente e desapareceram do mesmo modo. Isso foi testemunhado por todos os presentes.
Em Zeitun, o ocorrido foi também muito oportuno, pois se deu em meio a uma crise de grande tensão entre muçulmanos e cristãos, trazendo os dois lados de volta à introspecção, à paz e à harmonia. Mais uma "divina" intervenção de especiais seres espaciais apiedados da nossa pobre situação e nos alertando para a necessidade de Paz entre os homens.
Infelizmente, no nosso estágio atual, apesar de todo o progresso tecnológico, encontramo-nos vivendo em um mundo onde a maioria é composta por homens intolerantes, prepotentes e preconceituosos. Ou seja, estamos ainda muito distantes de viver o ensinamento do "amai-vos uns aos outros". Como então ter a pretensão de querer livremente estabelecer algum contato com seres do Bem de outra dimensão?  Quanto à eventualidade de extraterrestres perigosos, resta-nos esperar a proteção dos do Bem e que de alguma forma esses do Bem nos orientem para que, através das vidas em corpos terrestres ou extraterrestres, possamos continuar expandindo a consciência em nossa viagem rumo ao Eterno.

por Renato Mayol

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