30 de mar de 2015

OSÍRIA - 3

NIMROD É OSÍRIS

Herói dominador de leão
Palácio de Sargão II em Khorsabad (721-705)
Image de Utexas

De um modo geral, apesar das tentativas feitas por comentaristas de darem a sua imagem um pouco de humanidade, a maioria dos escritos rabínicos e lendários, descreveram que Nimrod era o verdadeiro modelo de arrogância, auto justificacão e rebelião contra Deus. Flávio Josefo também considerou assim o tema:
“Agora foi Nimrod quem os incentivou para tal insulto e desprezo contra Deus. Foi o neto de Cam, filho de Noé, um homem corajoso, com mãos poderosas em seu governo. Os persuadiu a ficarem longe de Deus, como se através disto fossem mais felizes, mas que acreditarem que a própria coragem lhes iria trazê-los esta felicidade. Também gradualmente mudou o seu governo numa tirania, não vendo melhor maneira de desviar os homens do temor de Deus, para a levá-los a uma dependência constante de seu próprio poder tirânico…”(18)

Agora já sabemos como Nimrod encorajou os homens a se rebelarem contra Deus, mas agora nós entenderemos o porquê – pois Nimrod poderia governar a humanidade em lugar de Deus. Incentivando a rebelião do homem contra Deus não para o melhor interesse deles próprios, mas apenas para  os de Nimrod. Colocando-se no lugar de Deus, fazendo-se um ídolo de si mesmo, xingando Deus e desobedecendo suas leis, mesmo aqueles mandamentos que Deus havia dado aos seus ancestrais. Cobiçou a terra de Sinar, roubou de quem tinha sido dada e matou aqueles que se opuseram a ele. Em seguida, ensinou os homens a fazerem o mesmo, deixando o casamento em favor do adultério e verdade pela mentira, então, maximizou a capacidade deles de obterem poder e glória pessoal. Ele falou contra Deus e suas leis divinas, dando a seus súditos liberdade desenfreada e a capacidade de alcançarem a felicidade e auto-satisfação. Então, uma vez que – previsivelmente – esta filosofia se encaminhou para a anarquia, Nimrod depois escravizou um povo moralmente enfraquecido e dividido,  e substituiu o temor a Deus pelo medo a ele. Este modus operandi de “dividir e conquistar” foi o selo do seu governo e de seus descendentes a partir dessa época e terá mesma característica no fim dos tempos.


Enquanto examinamos o material lendário à procura por mais pistas sobre a verdadeira identidade de Nimrod, podemos concluir que o modus operandi da rebelião de Nimrod contra Deus e a estabelecimento de seu governo na terra incluiu o abandono total das festas comemorativas daquele tempo e as leis de Deus, ainda temos de determinar exatamente quem foi historicamente o infame Nimrod. E os candidatos são numerosos, porém  poucos se destacam para tal:
  Agora existem duas proeminentes teorias sobre a identidade do Nimrod: a primeira, tirada por G. Smith e Jeremiah, é que Nimrod deve ser identificado com o herói babilônico Izdubar ou Gishdubar (Gilgamesh); o segundo, de Sayce e outros identificam Nimrod com Marduk, uma espécie de mercurio babilônico. A identificação anterior baseia-se no fato de que Izdubar ser representado no épico babilônico como um grande caçador, sempre acompanhado por quatro cães e como o fundador do primeiro grande reino na Ásia. Além disso, em vez de “Izdubar” – a leitura correta esta tem determinada – Jeremias viu a possibilidade de ler “Namra Udu” (luz), uma leitura diferente que teria feito a identificação para a tradução do nome ”Nimrod” quase certa. Quem identificou o Nimrod como Marduk, no entanto, afirmam que o nome Izdubar pode ser lido, como habitual agora é concebido, “Gilgamesh”, e que os sinais que formam o nome de Marduk, que também são retratados como um caçador, foneticamente “Amar Ud”; e você pode ler ideograficamente “Namr Ud” – em Hebraico “Nimrod.” A dificuldade de conciliar o bíblico Nimrod, o filho de Cuche, com Marduk, o filho de Ea, pode ser superada ao interpretar as palavras da Bíblia para dizer que Nimrod era descendente de Cuche. Você pode mencionar outras duas teorias: uma é que Nimrod representa a constelação de Orion, e o outro é que Nimrod é uma tribo, não um indivíduo. (19)

NIMROD COMO DEIDADE BABILÔNICA

Marduk contra Tiamat
A representação do antigo épico sumério da criação, onde a criação dos céus e da terra era vista como o resultado de uma batalha entre o deus supremo do panteão sumério (originalmente Anu, Enlil então, mais tarde, Ninurta, Marduk, Assur) e um dragão chamado “Tiamat”. Esta representação parece uma versão mais recente em que o deus Marduk foi creditado como o vencedor do dragão e criador dos céus e da Terra. Marduk, um deus guerreiro poderoso, pode ter sido o protótipo para o Nimrod bíblico.
A maioria dos comentaristas supõem que Ninrode era um homem que teve uma vida longa, físico excepcional, de estatura gigantesca e carisma pessoal. Uma possibilidade é que a maioria dos comentadores tem negligenciado o fato de que Nimrod pode não ter sido um homem, mas uma divindade. Os antigos mesopotâmicos tendiam a idolatrar figuras que foram governantes, guerreiros e caçadores poderosos, e como tal, seus deuses tendem a refletir esses atributos. Além disso, o lapso de tempo, mostrando as façanhas de Nimrod na Bíblia leva alguns a sugerirem isso (já que a maioria dos governantes humanos reinaram por menos de 50 ou 60 anos, no máximo) Nimrod tinha uma longevidade sobrenatural, assim como Adão e os personagens antediluvianos e foi um político particularmente bem sucedido ou escritores bíblicos o consideraram como um dos falsos deuses da Babilônia.
“Se o Nimrod não é um Deus, ele deve ter usufruído pelo menos de uma longevidade divina.” (20)
Embora hajam candidatos da lista que caberiam em qualquer dos outros dois critérios – a longevidade incomum e proeza política – a teoria da deidade babilônica tinha seus méritos. E desses deuses, dois se destacam na história da Mesopotâmia como “caçadores de poderosos” e “construtores de cidades”: Ninurta e Marduk. 
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 Ninurta:

Para nosso conhecimento, Ninurta é primeiro a ser referido em uma composição da Suméria, conhecida como “LUGAL-E“. Neste poema épico ele é descrito como rei e tempestade “cujo brilho é principesco”.  Ninurta também é descrito como “um herói feroz que corria a  passo largos para a batalha”. Neste e em muitos outras poemas épicos, Ninurta é retratado matando átipos de criaturas horríveis, incluindo uma águia gigante, um leão, uma cobra de sete cabeças, um javali de seis cabeças, um bisão, um cão de sete cabeças e um búfalo. Alguns comentaristas observaram ainda os inúmeros pontos de convergência entre as “façanhas de Ninurta” e os trabalhos de Hércules, indicando que os mitos do grego e romano Hércules foram incorporados de fontes da Mesopotâmia.
“A julgar as façanhas mitológicas de Ninurta, então há muitas razões para chamá-lo de ‘caçador’.” Em virtude de sua carreira mitológica, Ninurta tornou-se o patrono dos caçadores. Os reis neo-asirios, também gostavam de se vangloriarem de seus feitos de caça, o tomaram como sua fonte de inspiração. Tiglate-Pileser então  escreveu que foi à caça de touros, elefantes, leões e pássaros ”mandados por Ninurta , quem me ama’.” (21)
Além disso, como Nimrod, Ninurta era conhecido por sua organização e da civilização da Mesopotâmia, incluindo a criação do sistema de água suméria, que formaram a base do seu sistema agrícola e, portanto, a sua economia. E, embora ele não tenha sido explicitamente creditado como seu construtor, porém, a cidade de Calá, é mencionado na Bíblia como tendo sido construído por Nimrod, foi um importante centro de culto para Ninurta. E desde Calá é uma cidade assíria, Ninurta pode ser visto como tendo se deslocado da Sumeria até norte da Assíria, como Nimrod tinha feito. Ninurta, então, é um excelente candidato para o misterioso Nimrod, como “Nimrod (Ninurta) é o arquétipo da divindade babilônica, um símbolo da civilização mesopotâmica.”(22)
Marduk, deus da Babilônia
Marduk, deus da Babilônia, e um candidato possível para o misterioso Nimrod.

Marduk:

Outra divindade mesopotâmica popular em seu tempo era o deus Marduk. Marduk também era conhecido por destruir o dragão Tiamat e sua ninhada de monstros no Épico babilônico da Criação, também conhecido como Enuma ElishNo mesmo épico, Marduk é representado como construtor da cidade de Babilônia, e improvável que Ninurta seja um verdadeiro construtor de cidades. A adoração a Marduk assim como a de Ninurta,  alastrou-se  até ao norte da Asiria, de modo que também houvesse um paralelo. Porém, “Os símbolos que constituem o nome de Marduk,  tambem o representam como um caçador, se lêem fonéticamente “Amar Ud”; e ideográficamente podem se ler ‘Namr Ud’—no hebraico ‘Nimrod’.”(23)
Talvez o mais importante é a estreita semelhança de Marduk com o Ninurta mais primitivo, que também era o deus herói do épico criação mais antigo conhecido como  lugal-E, que era semelhante ao Enuma Elish , em muitos aspectos:
A razão para uma batalha mitológica entre um Deus heróico e um exército de monstros não foi uma invemção por parte do autor do mito da criação babilônico. Pelo contrário, na história literária da Mesopotâmia, as imagens do divino combate ocorreram provavelmente no terceiro milênio A.C. O Deus Ninurta, em muitas dessas composições, é quem mata o monstro. O papel das façanhas mitológicas são atribuídas a Marduque no Enuma Elish, apesar de terem sido tradicionalmente atribuídas a Ninurta as proezas do Deus da cidade da Babilônia. Esta reinterpretação de um velho tema é uma parte da propaganda político-religiosa. Mas para transformarem  Marduk em um Ninurta redivivo, teólogos babilônicos salientaram a proeminência de seu Deus, cujo triunfo deveria coincidir com a posição dominante da sua cidade no mundo da época.(24)

O caráter de Nimrod, então, não pode ter sido somente um homem em sua totalidade, mas uma divindade babilônica que estava presente nas fundações de todas as cidades de Sumeria e Acadia. Considerados tanto guerreiros poderosos bem como civilizadores, Ninurta, Marduk e outras divindades da Mesopotâmia mais inferiores podem representar uma tradição que foi única na história da Mesopotâmia. E desde que nenhum rei ou mesmo deus nunca governou ao longo da de toda história Mesopotâmica, Moisés decidiu dar a esse “Rei” o nome genérico de “Nimrod”(NOME SIG.REBELAR-SE, OU REBELDE – UM ADJETIVO), como fez o termo Berbel(”confusão”), usado para descrever a torre de Babel, em Gênesis 11. Desta forma, também evitou mencionar o nome de um deus estrangeiro no texto, que teria quebrado o primeiro mandamento.

NIMROD COMO SEMI-DEUS BABILÔNICO

'Izdubar (Nimrod) em Conflito com um Leão
Izdubar (Nimrod) em luta com um leão. Geralmente se considera que Izdubar seja o mesmo personagem que Gilgamesh, um poderoso herói/rei da Suméria por volta de 3500 A.C. que era conhecido por suas façanhas de força e derrota de muitas criaturas perigosas. Deificado após sua morte, Gilgamesh foi a maior figura no mito e lenda Mesopotâmica  por  milênios.
Embora Ninurta e Marduk sejam bons candidatos para o misterioso Nimrod, porém o antigo herói/rei Izdubar, conhecido de maneira geral como “Gilgamesh” é de longe o melhor candidato. Gilgamesh foi rei de Uruk, a “Ereque bíblica” e acreditava-se que a ele recebeu o conhecimento secreto da palavra antes da Diluvio, pelos deuses(Anjos cáidos). Como já vimos, de acordo com a Lista Real Sumeriana:
”Os reis antediluvianos, lendários ou anteriores ao século XXVI a.C. Seus reinados eram medidos em sars —períodos de 3600 anos— a seguinte unidade até 60 no sistema sumério (3600=60×60), e em ners —unidades de 600.Depois que a realeza desceu dos céus, ela esteve em Eridug (Eridu). Em Eridug, Alulim tornou-se rei e governou 28.800 anos.”
 
Lista dos reis sumérios em escrita cuneiforme, século XXIV a.C.
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Mais uma vez, na cidade de Kish, na antiga Suméria. De acordo com a lista, desde que a monarquia desceu do céu para Kish depois do dilúvio, “23 reis que governaram por 24,510 anos, 3 meses e 3-1/2 dias”. 24  Após este período de tempo, o que provavelmente não seja exato, Kish seria derrotada em uma batalha e a monarquia da Suméria, mudou-se para a cidade de Uruk. Aqui, Gilgamesh foi o quinto rei de uma linhagem de 12 reis que reinou durante  2.310 anos até Uruk ser derrotada em batalha e a realeza mudou-se para a cidade de Ur.
 A data real de fundação da cidade de Uruk foi provavelmente por volta de 3500 aC, uma data que os arqueólogos têm fixado com razoável exatidão. Foi durante esse tempo que “a cultura Uruk” surgiu na Mesopotâmia, estabelecendo um grande desenvolvimento de realização intelectual e cultural maior que todas as civilizações seguintes, na região por milhares de anos e a tinham como referencia, que ficou conhecida como a “idade de ouro” da Suméria . Foi em Uruk, ca. 2700 aC, onde Gilgamesh governou como sacerdote e rei, sendo tanto um governante sábio e um conhecedor de mistérios:

 Ele que viu tudo,  dará a conhecer a todos os países.
Vou ensinar sobre isso, aquele experimentou todas as coisas,
ANU lhe concebeu todo o conhecimento de tudo.
Ele viu o segredo, descobriu o oculto,
Ele trouxe as informações das eras antes do dilúvio.
Ele se empenhou uma longa viagem que o levou à exaustão,
Mas então alcançou a paz.
Ele gravou todas as suas obras em uma estela de pedra,
e ele construiu o muro de Uruk,
a parede do templo sagrado de Éanna, o santuário sagrado.
Confira sua parede piscando como o cobre,
Confira suas paredes internas, que ninguém pode igualar!
Vejam a pedra do umbral – remonta desde os tempos antigos!
Vá ao lado do Templo de Éanna, a residência de Istar,
Nenhum rei ou um homem nunca igualou!
Suba a parede de Uruk e caminhe ao seu redor,
Examine seus fundamentos, e revisou toda a sua alvenaria.
Não são niveladas do centro da estrutura de tijolo, feito de tijolo cerâmico,
e não o projetaram seus planos todos os mesmos sete sábios?
Uma légua da cidade, uma légua dos jardins das palmeiras, uma légua das terras baixas, a área aberta do Templo de Istar,
três léguas e área aberta de Uruk (o muro) que a rodeia.
Encontre a caixa cobre,
Abra o seu cadeado de bronze,
Substitui o jejum de seu segredo preliminar.
Pegue e leia a tábua de lápis-lazúli
Como Gilgamesh saiu de cada penalidade.
- A epopéia de Gilgamesh (Tablet eu, linhas 1-27) (26)

Existem muitas versões de antigas lendas de Izdubar/Gilgamesh, a maioria em fragmentos. Em todos elas, no entanto, considera-se de Gilgamesh como um poderoso caçador, guerreiro e buscador dos antigos mistérios. Um homem muito inteligente, talentoso e divinamente guiado, Gilgamesh se gabava de ser 2/3 divino e 1/3 humano, gigante em estatura e em pensamentos, palavra e atos. Por razões óbvias, muitos críticos observaram que essas lendas são muito semelhantes ao texto em Gênesis, que descreve Gilgamesh. Smith explica:
O centro do império de Izdubar está localizado na região de Sinar ou Suméria, Erec, “a sublime”, que foi a sede principal do seu poder e, portanto, concorda com o local do Reino de Nimrod, de acordo com Gênesis… Não podemos ignorar o fato de que o caráter de caçador, líder e rei de Izdubar, corresponde com o Nimrod… Izdubar, além disso, coincide exatamente na personalidade de Nimrod; Ele era um caçador, de acordo com lendas cuneiformes, que lutou e destruiu o leão, tigre, leopardo e touro selvagem ou búfalos, animais de caça mais formidáveis de qualquer o país. Primeiro, ele governou na Babilônia, a região em que sabemos de outras fontes que era o centro do Reino de Nimrod. O cenário principal, além disso, de seus triunfos e conquistas foi a cidade de Erec, que, de acordo com Gênesis, foi a segunda capital de Nimrod. (27)
 Como já vimos, pelo menos um erudito traduziu os antigos símbolos que compõe o nome “Izdubar”, que deve ser lidos “Namr Ud”, “Luz brilhante”. Smith também indica que Izdubar estava também especialmente conectado com a aldeia de “Marda”, o nome acadiano original do que foi “Amarda”. Em acádio, a palavra para “Deus” é “an” e juntando “Amarda” se torna “Anamarda”, que é muito parecido com o nome “Nimrod” (‘Ni-mar-de-da). Moisés não queria dar fama(Ibope) a Gilgamesh na Bíblia, como um semideus(Nephilin) era adorado como uma deidade babilônica, colocar seu nome na Bíblia também teria violado o primeiro mandamento. Portanto, é possível que Moisés substituiu “Gilgamesh” por “Nimrod” – um genérico termo que significa ou “luz brilhante”, “o Marad,” ou talvez uma outra tradução que ainda nos escapa.
Por este motivo, Izdubar/Gilgamesh corresponde à descrição de Nimrod em nome e fama. No entanto, embora Gilgamesh tenha governado Uruk, uma das cidades mencionadas na Bíblia, como parte do Reino de Nimrod, ele não era conhecido por ser um conquistador, mas meramente um aventureiro e um investigador dos mistérios. Também não há nenhuma menção nos mitos de Gilgamesh de que ele tenha construido as cidades de Nínive, Resen e Cala, o que foi creditado a Nimrod. Estas cidades foram reservadas para nosso próximo candidato: Sargão, o grande, rei da Suméria e Acadia.

NIMROD COMO REI BABILÔNICO



Ninrode em seu trono, um ser gigantesco
Sargon of Akkad.jpg
Imagem ao lado : Busto de relevo acádico(provavelmente Naram-Sîn), Nínive, séculos XXIII-XXII a.C.
Sargão I, “o grande”, rei da Suméria e Acadia cerca de 2334-2279 A.C. Sargão é um dos melhores candidatos de todos os reis humanos para ser o misterioso Nimrod.
DinastiaAcadiana
TítulosRei de Kish, Lagash, Umma, Uruk, soberano da Suméria, Elam, Mari e Yarmuti
Vida
Nome completoNome de nascimento desconhecido; nome régio Šarru-kin (“o verdadeiro rei” ou “o legítimo rei”)
 Apesar de Gilgamesh ser o que melhor descreve Nimrod em seu aspecto de poderoso caçador, guerreiro e governante da Suméria, mais tarde, os reis sumérios, acádios, babilônios e assírios executam melhor a descrição de Nimrod como um conquistador. E de todos os reis da Suméria, Sargão foi o primeiro a se tornar um verdadeiro conquistador, conquistou todas as cidades dos Estados de Sumérios e Acadianos e ao criar o primeiro império de verdade.

 Sargão:

A lista real suméria dá um número de reis e argumenta que eles reinaram durante milhares de anos e então terminam antes de Sargão. Sargão então entrou em cena no século XXIII, derrotando Lugalzaggisi, o rei de Uruk e arrasrando-o para fora com uma coleira de cachorro para humilhar o seu antigo mestre e literalmente, e se engrandecer. Esse tipo de ação radical reforçou a sua imagem como um poderoso conquistador com quem não deveriam se meter, parece extremamente cruel e sem respeito, mesmo para um rei conquistador.
A imagem que emerge nas histórias e lendas que cercam o surgimento e o reinado de Sargão “rompe com o modelo” das antigas tradições da Suméria, estabelecendo novas regras para si mesmo e sua glória, talvez mais do que qualquer outro rei antes dele. Ainda se atribuiu uma linhagem divina e uma vida que foi estabelecida e guiada pela grandeza dos deuses. Esta atitude é particularmente evidente na “Lenda de Sargão”:
A Lenda de Sargão
pela tradução de Benjamin R. Foster*
 Eu sou Sargão o grande rei, rei de Agade.
Minha mãe era sumo-sacerdotisa, eu não conheci meu pai.
Os irmãos de meu pai habitam as terras altas.
Minha cidade é Azupiranu, que fica às margens do Eufrates.
Minha mãe, a sumo-sacerdotisa, me concebeu, ela me gerou em segredo.
Ela me pôs em um cesto de caniço, ela selou meu postigo com pez.
Ela me abandonou ao rio, de onde não pude subir.
O rio me arrastou, levou-me a Aqqi, aguadeiro.
Aqqi, aguadeiro, meu pegou quando afundava seu balde.
Aqqi, aguadeiro, me criou como seu filho adotivo.
Aqqi, aguadeiro, me estabeleceu em seu trabalho no pomar.
Durante meu trabalho no pomar, Ishtar me amou,
cinquenta e cinco anos eu governei como rei.
Eu fiquei senhor e governei o povo de cabeça-negra…(28)
Fonte:http://www.fflch.usp.br/dh/heros/personas/oriente/mesopotamia/sargaoaccad/textos/lenda.html
Não sendo de sangue real sumério, Sargon certamente um semita, dos acádios, que eram os vizinhos ao norte dos Sumérios. Sua mãe é descrita como uma “sumo-sacerdotiza”, um termo que significa que ela, ou talvez o próprio Sargon, ou ambos, tinha sido colocados no ventre de sua mãe por pais divinos. Assim, ao incluir estes termos, Sargon atribuiu a si mesmo a filiação divina, fazendo-se, como Gilgamesh antes dele, um homem poderoso e filho dos deuses. A descrição de Sargão acerca de si mesmo como tendo sido colocado sobre a água em uma cesta de cana também é interessante, como a descrição de sua viagem nas águas é muito semelhante à posterior experiência  de Moisés. Embora os dois homens sejam claramente diferentes, separados por milhares de quilômetros e pelo menos mil anos, essa descrição tem incitado muita especulação.
Criado como um pobre “garoto tirado das águas”, Ishtar concedeu então a Sargão a boa fortuna, que o colocou no lugar certo e a hora certa de subir ao trono.
“Sargão começou sua carreira como copeiro de Ur-zababa, rei da cidade de Kish. Uma versão em língua suméria da história diz que Sargão escapou de ser assassinado. De alguma forma tornou-se rei e expandiu o seu domínio para o sul da Mesopotâmia, empreendendo a conquista de Mari, Ebla, Ashur e Nínive ao norte e até mesmo chegando à Anatólia e no Mediterrâneo. Em algum momento, Sargão mudou a sua capital para a cidade até então desconhecida de Acádia, adicionando assim o título de “Rei da Suméria e Acádia” à sua anterior designação, “Rei de Kish”.(29)
Em seguida, ele adotou o título Sharru-kin, “o verdadeiro rei”, aparentemente sentiu que era necessário seguir as etapas para reforçar a sua legitimidade. Isso faria sentido, uma vez que não só usurpou o trono do último rei da Suméria, mesmo não fosse sumério, mas da linhagem acadiana. Além disso, ao manter o nome de “Rei de Kish” em todo o seu reino, ajudou-o a mais para legitimar sua ascensão ao trono; pois Kish, como ja vimos, foi o lugar onde a realeza desceu do céu depois do dilúvio.
Aonde a solução de Sargão falha, no entanto, é na descrição da parte de construção de cidades decNimrod, de Nínive, Resen  e Cala na Assíria. Embora Sargão efetivamente conquistou e controlou toda esta região, não há nenhuma descrição de que ele construiu estas cidades, um dos quais, Nínive, foi habitada há muito tempo antes disso, pelo menos cerca de 6.000 A.C. Além disso, em nenhum lugar é descrito como ‘ um poderoso caçador “, em vez disso, foi só um politico sofisticado e imperialista, concentrou-se na caça para ganhar poder e fama pessoal ao invés de caçar homens ou animais. Então, Consideramos que Sargão seja  a melhor solução para um rei apenas humano, ainda existem algumas questões que precisam ser respondidas antes que nós possamos dar um juízo final para  considerarmos a verdadeira identidade do misterioso Nimrod.

 Anrafel, rei de Sinar:


Anrafel / Hammurabi receber o 'Código de Hamurabi' de Shamash
Amrafel ou “Hammurabi” recebe o código de Hammurabi“das mãos do deus sumério  Shamash. O código de Hamurabi é o primeiro conhecido compêndio das leis que regulam a vida quotidiana até detalhes nunca vistos, mesmo antes dos 10 mandamentos.
Amrafel era o nome do rei da Babilônia durante o tempo de Abraão, cerca de 2000 AC. Geralmente, os estudiosos acreditam que ele seja Hammurabi. Amrafel, de acordo com o texto, fez parte de uma coalizão de reis que se juntou a Quedorlaomer, rei de Elam, que, neste momento, aparentemente tinha soberania sobre Babilônia. Como já discutimos na parte I da nossa série “Gigantes na terra”, estes reis se associaram para derrotar a os gigantes amoritas de Canaã, que haviam deixado de pagar tributo a Quedorlaomer.
Como o rei da Babilônia, no tempo de Abraão era Amrafel, (literalmente, “ele fala frases sinistras”, ou “ele fala em enigmas”), alguns acreditam que ele era Nimrod. Além disso, na justaposição adjacente da descrição de Nimrod, em Gênesis 10, o evento da torre de Babel em Gênesis 11, o chamado de Abraão em Gênesis 12 e o maior conflito regional descrito em Gênesis 14 , que incluía um proeminente rei da Babilônia, uma série de lendas sobre Abraão e Amrafel/Nimrod aparecem para colocar estes temas proeminentes junto a uma linha histórica coerente. E parte desse relato foi a conclusão que Nimrod foi na verdade o construtor da torre de Babel:

”Nimrod é geralmente considerado como o que propôs a construção da torre de Babel e quem dirigiu a sua construção. Deus disse: “Eu fiz grande a Nimrod; Mas ele construiu uma torre para se rebelar contra mim…. ” De acordo com o “Sefer tem-Yashar” (LC), neste período, ele tomou o nome de “Amrafel”, em alusão à queda de seus príncipes (amar naphel)… O castigo que aconteceu aos construtores da torre não alterou o comportamento de Nimrod, que continuou a ser idólatra. Em especial, ele perseguiu Abraão, que foi jogado em uma fornalha ardente, segundo suas ordens; e neste relato, de acordo com uma opinião, Nimrod foi chamado de “Amrafel” (amar phul) = “ele disse, lança”; Targ. Pseudo-Jonatan do gen . XIV. 1; Gen. R xlii. 5; Cant. R viii. (8).  Quando Nimrod foi informado que Abraão saiu da fornalha sem nenhum dano, ele parou a perseguição ao adorador de YHWH; mas na noite seguinte ele viu em um sonho, um homem que saiu do forno e que avançou em direção a ele com uma espada desembainhada. Nimrod fugiu imediatamente, mas o homem jogou um ovo; no sonho este ovo se transformou em um rio onde todas as suas tropas se afogaram, apenas ele e três de seus súditos foram salvos. Então, o rio novamente se transformou em um ovo e este saiu um pequeno galo quevoou para cima de Nimrod e o atacou com bicada, arrancando os olhos dele. A interpretação deste sonho foi para prever a derrota de Nimrod infligida por Abraão, em seguida, Nimrod enviou assassinos para matar Abraão; Mas este emigrou com sua família para a terra de Canaã. Dez anos mais tarde, Nimrod fez guerra a Quedorlaomer, rei de Elam, que foi um dos generais de Nimrod e que, após a dispersão dos construtores da torre de Babel, foi a Elam e lá formaram um reino independente. Nimrod à encabeçou um exército com a intenção de punir o general rebelde, mas Quedorlaomer o guiou. Nimrod foi, então, um vassalo  engajado na guerra contra os reis de Sodoma e Gomorra, e com os quais ele derrotado por Abraão (“Sefer tem-Yashar,” l.c.; comp.) Gen. (xiv. 1-17).” (30)

2100-2000 A.C. foi um bom momento para a construção da torre de Babel, como foi durante esse tempo que um desastre atingiu a Suméria, destruindo a velha ordem para sempre, conforme descrito na “lamentação pela destruição de Ur”. (31) no entanto, Amrafel não é um bom candidato para ser Nimrod, porque nunca fundou qualquer cidade de acordo com nosso conhecimento, mas tinha controle nominal sobre Babilônia como vassalo de Quedorlaomer. No entanto, há uma grande especulação sobre a identidade do Nimrod como um Amrafel. De acordo com o Midrash, em princípio, por através da aparição de uma estrela no céu sinalizaria o o nascimento de um homem que o venceria. Como consequência, assassinou todos os recém-nascidos e proibiu o casamento e os homens deveriam abster-se de relações sexuais com mulheres por um longo tempo, para garantir que nenhuma criança nascesse durante a época do aparição da estrela. E terah, o pai de Abraão, procurou por todos os meios ocultar sua esposa e Abrão, de acordo com a lenda, foi criado em segredo. Este padrão de assassinato de recém nascidos por ordem determinada de alguem poderoso,  é um dos temas recorrentes na Bíblia.

 Tikulti-Ninurta I:

 Outro rei histórico que tem sido considerado como um potencial Nimrod é Tikulti-Ninurta I, rei da Assíria, perto a 1246-1206. Seu nome que leva o nome divino de Ninurta, o grande deus caçador/guerreiro da Suméria, os ditos e ações de Tikulti-Ninurta definitivamente são aqueles de um rei arrogante com desejo de poder. Speiser explica:
”O ponto mais alto do longo e memorável reinado de Tukulti-Ninurta (perto de 1246-1206) foi, sem dúvida, a conquista da Babilônia. O governo grande centro tradicional foi levada para Asur, como também foi a estátua do seu deus nacional, Marduk. O vencedor pode agora adicionar seus outros títulos de “Rei da Suméria e Acádia”. Foi a primeira vez na história que um assírio tinha domínio sobre todos os Babilonios. Tal acontecimento não se repitiria até cinco séculos mais tarde com Tiglate-Pileser III. É pouco notável, já que esses dois monólitos foram reverenciados e destacam-se na mente dos Mesopotâmicos e foram exaltados tanto posteriormente como na época helenística.” (32)
Para ajudar a Tikulti-Ninurta na pretenção de tomar a fama de Nimrod são os trechos que indicam que ele era da tribo Kasita (é possível que fossem descendentes de Cuche, como foi Nimrod), igualmente o fato de que ele era um guerreiro poderoso e o fato de que foi um grande construtor de cidades na Assíria. No entanto, Tikulti-Ninurta não começou seu reinado na Suméria, como Nimrod, mas na Assíria, mais tarde anexou a Suméria aos seus domínios. Porém, ele certamente não construiu Nínive, só protegeu-a.

 Ninus:

Nino, também conhecido como Shamshi-Adad, rei da Assíria, governou em torno de 800 aC. Ele foi o fundador homônimo de Nínive , e como tal é sugerido por alguns como o verdadeiro Nimrod. No entanto, Nino só poderia ter renomeado Nínive, como a grande cidade foi ocupada por milhares de anos anteriores ao seu reinado. Nino veio para o palco mundo muito no final do jogo, não era conhecido em todo o mundo antigo como “um poderoso caçador” ou “poderoso guerreiro”, e não começou o seu reino em Sinar. No entanto, ele pode ter sido um importante elo de uma cadeia que perdurou por milênios, uma cadeia de governantes cujo segredo pode levar-nos à verdadeira natureza do misterioso Nimrod.
Ninus de frente – Promptuarii Iconum Insigniorum


NIMROD COMO ÓRION

Orion
Orion, o poderoso caçador. Antes de ser colocado como uma constelação de estrelas, Orion era um Titã, um dos gigantes do mundo antediluviano, que foram derrotados pelos deuses do Olimpo e destruídos pelo dilúvio enviado por Zeus. Orion era um poderoso caçador e conforme descrito sobre a constelação, parece estar em oposição o touro(Taurus), touro que o ataca. É possível que o touro seja o símbolo de Deus(Javé), contra quem Orion( Nimrod), opôs-se e lutou. Portanto, a verdadeira identidade de Nimrod pode ter sido escrita nas estrelas desde o início. Compilado de fotos de E.W. Bullinger, do livro The Witness of the Stars( o testemunho das estrelas) Kregel publicações, 1967), 125. Todos os direitos reservados. Clique aqui para ver uma imagem maior.
Um dos candidatos potenciais obscuros para Nimrod, que poderá constituir a evidência mais importante para a plena compreensão do caráter de Nimrod é a constelação de Orion. Os antigos babilônios foram universalmente renomados por suas habilidades astronômicas e acreditavam que seus deuses estavam presentes não só em suas estátuas de culto, mas também no sol, a lua, as estrelas e planetas. Os antigos babilônios (e todos os povos antigos) à noite miravam o céu para terem inspiração religiosa, uma vez que eles acreditavam que ali viviam os deuses. As constelações que conhecemos hoje foram criadas por pessoas imaginativas na antiguidade como mnemônicos para ajudar a lembrar os relatos de seus deuses, que foram literalmente “escritos nas estrelas” pela imaginação fértil de nossos primeiros antepassados mais primitivos. Bullinger explicou em seu clássico, The Witness of the Stars( o testemunho das estrelas):
 Se voltarmos para a história e a tradição, mais uma vez encontramos o fato de que os doze signos [do Zodíaco] são os mesmos, tanto no significado de seus nomes e na sua ordem em todas as antigas nações do mundo. Registros chineses, egípcios e caldeus têm mais de 12. A propósito, o Zodíaco nos templos de Denderah e Isnā no Egito sem dúvida são cópias de um zodíaco ainda mais antigo, qual evidência interna, deve ser localizado perto de 4.000 A.C., quando o solstício de verão estava em Leo(Leão). 
O Hisotoriador Flávio Josefo diz… ‘Deus deu aos Antediluvianos uma vida longa, e  que com isso puderam aperfeiçoar o que tinha sido inventado em astronomia.
Cassini começa sua história da astronomia dizendo ‘é impossível duvidar de que a astronomia foi inventada nas origens do mundo; tanto a história profana quanto a história sagrada atestam que isso que é verdadeiro.’
Nouet, um astrônomo francês, supõe que astronomia egípcia deve ter aparecido em cerca 5.400 A.C. As antigas Tradições árabes e persas atribuem sua invenção ao conjunto Adão, Seth e Enoque. Josefo assegura que originou-se da família de Seth e diz que a revelação ao filho de Seth e especialmente Adão, de Seth e de Enoque e acerca dos juízos vindouros pelas  águaa do Dilúvio e pelo fogo(Apocalipse) não deveriam serem perdidas e fez duas colunas (uma tijolo e outra na pedra), descrevendo todas as previsões das estrelas sobre elas, e se o tijolo fosse destruído pelo dilúvio, a pedra preservaria a revelação.(33)
 Segundo Bullinger e outros, as constelações eram conhecidas pelos Antediluvianos e este conhecimento foi transferido de pai para filho e de todo a Noé, que por sua vez, transferiu-a para seus filhos no mundo pós-diluviano. As constelações foram usadas para contar que os relatos eram verdades eternas sobre a humanidade, particularmente sobre sua origem e seu destino futuro. E entre as constelações, se ressalta harmoniosamente  Orion nos  mitos e lendas do mundo antigo:
Orion era filho de Netuno. Foi um belo gigante e um poderoso caçador. Seu pai lhe deu o poder de caminhar nas profundezas do mar ou, como dizem outros, caminhar sobre sua superfície. Orion amava Mérope, filha de Enopião, rei de Quios e pediu-a em casamento. Eliminou da ilha as bestas selvagens e trouxe os benefícios de suas caçadas como presente para sua amada; mas como Enopião constantemente adiava o seu consentimento, Orion tentou obter a donzela pela força. Seu pai, irritado com esta conduta, depois de embriagar a Orion, o cegou e o jogou a beira do mar. Cego, o herói seguiu o som do martelo dos Ciclopes até alcançar Lemnos até chegar à forja de Vulcano, que apiendando-se dele, deu Kedalion, um dos seus homens para ser seu guia em busca da morada do sol. Colocando Kedalion nos ombros, Orion continuou a leste e lá reuniu-se com o Deus Sol, que com seu raio, restaurou-lhe a vista. Depois dele que morou como um caçador juntamente com Diana, e ele era a seu favorito e ainda disse que ele estava prestes a se casar com ele. O irmão dela estava muito chateado e muitas vezes repreendeu-a, mas não adiantou. Um dia, olhando para Orion nadando à beira do mar com sua cabeça acima da água, Apolo disse a irmã que ela não tinha pontaria para atingir aquela coisa preta no mar. Deusa arqueira despachou uma seta com sua mira fatal. As ondas jogaram o corpo morto de Orion para a terra e ela lamentou seu erro fatal com muitas lágrimas, Diana colocou-o entre as estrelas, onde ele aparece como um gigante, com um cinto, uma espada, uma pele de leão e um garrote. Sírio, seu cachorro, segue-o, e as Plêiades voam na frente dele. (34)

Orion era um Titã, um literalmente um gigante que media quatro vezes o tamanho de um homem normal, de acordo com alguns relatos. Também era um poderoso caçador que foi capaz de manifestar poderes sobrenaturais e ficou famoso em todo o mundo antigo, incluindo a Mesopotâmia. Ao olhar sua constelação, Bullinger explica que Orion,
“Assim é descrito no antigo Zodíaco Denderah, onde vemos um homem apontando para as três estrelas brilhantes (Rigel, Bellatrix e Betelguez) como suas.” Nome é Ha-ga – t, que significa que este é quem triunfa. Os caracteres hieroglíficos, em seguida, ler Oar. Orion foi anteriormente escrito Oarion, da raiz hebraica [or] que significa luz. Então Orion significa que sai como luz”. No antigo acádio Ur-ana era a ”luz do céu”.(35)
Esta descrição coincide claramente com uma das traduções do nome “Gilgamesh” – Namra Udu, “luz brilhante”, onde o nome “Nimrod” pode ser derivado. Pode ser interessante notar que os nomes de Uruk e Ur, duas das maiores cidades da Mesopotâmia, entre as que Nimrod governou, também tem a palavra Ur, “Luz”, como parte de seu nome.
Alguns também têm apontado que Ninurta, do antigo Deus caçador, também foi associado com a constelação de Orion, bem como o estrela Sirius, considerada como seu arco ou como uma flecha. Van der Toorn explica,
 O papel de Deus como um caçador foi corroborado pela sua associação com o chamado “Seta” (sumerio KAK.SI.SA, acadio sukudu), ou seja, a estrela Sírius. Identificação de Ninurta com sírius, a estrela principal de Cão Maior (os Mesopotâmicos se referiam a ela como “Arco”), isso pode facilitar a identificação de Nimrod com Orion na antiguidade. Na mitologia grega, Sirius é conhecido como o cão de Órion, um lendário gigante e caçador… uma combinação de tradições pode resultar na ideia de que Orion em lugar de Sirius era o similar celestial de Ninurta/Nimrod. Nesta conexão, é interessante notar que em siríaco Orion é chamado gabbar “herói”. (36)


A pré-figura da Besta

Assim, não só foi Orion um poderoso caçador, ele também era um gibbor , ou poderoso guerreiro. Além disso, a constelação aparece no céu, de tal maneira que parece estar em oposição ao touro, a constelação de Taurus. O touro Touro pode ser interpretado como um símbolo para  Deus na antiguidade, que Orion, assim como Nimrod, opôs-se e lutou contra. Assim, a verdadeira identidade de Nimrod pode ter sido escrita nas estrelas o tempo todo, onde Orion, poderoso caçador “diante do” Senhor, na verdade deve ser traduzido como “enfrentando”, “opondo-se”, ou “contra” no sentido de que Orion se opõe a Deus, em vez de alguma forma trabalhar para ele. Da mesma forma, o termo “anticristo” pode significar tanto “no lugar de Cristo” ou “contra Cristo” – um significado é meramente questionável, enquanto o outro é claramente mais sinistro. E uma vez que a etimologia hebraica da palavra “Nimrod” é na verdade “vamos rebelar”, então o sinistro “poderoso caçador contra o Senhor “deveria ser a tradução correta.
Agora que estabelecemos que Orion está em conformidade com a descrição do “poderoso guerreiro” e “poderoso caçador diante do senhor”, a pergunta permanece, como é que uma constelação começou seu reino em Sinear ou construíram cidades na Assíria? A chave para entender como Orion corresponde ao quebra-cabeça de Nimrod tão satisfatoriamente é o fato de que, embora o Orion realmente não construia cidades, mais aqueles que governaram Sinar e aqueles que construíram a Assíria adoraram e foram inspirados pelo divina constelação de Orion. E embora eles tivessem diferentes nomes para a constelação, como Ninurta e Marduk, Orion foi uma apelação grega posterior, em suas mentes a mesma constelação governava os céus e a terra abaixo. Desta forma, embora existissem muitos e diferentes “Ninrods” terrenos que caçavam, guerreavam e construiam; Havia apenas um Nimrod celestial, que governou o céu e a terra, invariavelmente, há milhares de anos.
E há um claro acúmulo de evidências para sustentar isto, sob a forma de arquitetura. Existem grandes construções, pirâmides e até mesmo para dar glória ao divino Orion/Nimrod que pode ter construído cidades inteiras:
A consistente relação das construções com as estrelas é um dos principais fatores para acreditarmos que todos os mais antigos sítios megalíticos ao redor do Mediterrâneo foram construídos (ou reconstruídos) por um homem, Nimrod, particularmente com a constelação de Orion. Lembre-se que as pirâmides foram construídas e projetadas de tal maneira que representa-se as estrelas da constelação de Orion. Há um outro link com Orion, no entanto, na cidade de Edessa, no que é hoje o sudeste da Turquia, na mesma região descrita pela Bíblia como onde Nimrod construiu suas maiores cidades. O mais antigo nome conhecido de Edessa foi na verdade Ourhoi (Síria), Ourhai (armênio) ou Er Roha (árabe)(37), que é muito semelhante ao nosso moderno “Orion”. Além disso, o nome da província de Edessa foi originalmente chamado Orrheone. Adrian Gilbert explica no livro Magi, “dado que”há evidência poderosa que havia um culto a Orion em Edessa, a semelhança entre as palavras Orrheonis e Orionis é tal que sugere que foi aqui que o culto ao Orion grego originou-se.(38)
As colunas de Edessa, em uma antiga moeda. As colunas estão ligadas por uma figura central coroada por uma cruz e flanquedas pela lua. Estas colunas estão intimamente ligadas com o trono de Nimrod/Orion.
Na parte de baixo temos uma ilustração das colunas, com a constelação de Orion, como um observador iria vê-la olhando para sul. Imagens de Adrian Gilbert, do livro Magi (Londres: publicações de Bloomsbury Plc, 1996), 203-204.
A cidade de Edessa esta realmente intimamente associado com Nimrod e ainda é conhecido como “o trono de Nimrod” até os dias de hoje. Há um conjunto proeminente de colunas na cidade, que estão intimamente associadas com o trono de Nimrod, que inclusive aparecem na cunhagem atual. A moeda mostra uma figura de pé entre as colunas com seus braços extendididos e cercado por símbolos astronômicos. Gilbert disse que quem examinar as colunas e olhá-las de norte, da constelação de Orion aparece entre elas, como ilustrado na figura na moeda. Um conjunto de arquibancadas na extremidade sul das colunas tende a reafirmar o aspecto de culto destas colunas e no avançar da noite serviam provavelmente ao ritual onde o rei assumia o trono entre as colunas como Orion passando entre elas, simbolicamente, tomando para si o velho manto de autoridade ligada à constelação. 

De acordo com os mitos, Orion grego (ou Oarion) era o filho de Poseidon, o fundador da Atlântida. Como Nimrod na Bíblia, ele era um caçador e um gigante. Também era muito bonito, mas como tantas vezes acontece, isto trouxe problemas. Quando, depois de terminar a limpeza da ilha de Quios de animais selvagens, Orion seduziu Merope,  a filha de seu rei e por isso estava cego como castigo.Um oráculo disse Orion que ele poderia restaurar a sua visão se ele viajasse para o Oriente e expusesse os olhos na saída do sol.  Portanto, ele foi para a ilha de Lemnos e lá Eos (a deusa do amanhecer) se apaixonou por ele, a sua visão foi restaurada pelo seu irmão Helios (o sol). Podemos ver muitos paralelos com a lenda egípcia de Osíris no mito do grego Orion. A história de sua cegueira pelo rei de Quios ecoa com assassinato do deus rei egípcio Osíris por seu irmão Set, enquanto ambos Isis e Eos são deusas associadas com a aurora, que rogam para o deus-Sol (Ra/Helios respectivamente) que restituiu a cura completa de Osíris/Orion. No antigo Egito, a ressurreição de Osíris era uma assunto com profundo significado religioso, que parece estar conectada com o reaparecimento anual da constelação de Orion, ao amanhecer, após um período de invisibilidade. No entanto, Orion também pode ser “cegado”, ou seja, suas estrelas ficam invisíveis quando a lua (especialmente na lua cheia) passa por ele. (39)
A entronização de Nimrod parece estar ligada a dois pilares. Talvez isto é semelhante à experiência de Sansão, um juiz de Israel, da tribo de Dan, como Nimrod, um poderoso caçador, guerreiro e quem tinha uma grande força e habilidades sobrenaturais. Sansão apareceu “entre as colunas” do Templo de Dagon , o deus filisteu e destruiu os filisteus para derrubar essas duas colunas, que eram os suportes críticos do templo. Curiosamente, o mesmo que aconteceu com o Orion dos mitos gregos, Sansão ficou igualmente foi cegado por seus inimigos depois de terem mostrado inapropriado interesse por uma mulher. Além disso, alguns acreditam que a tribo perdida de Dan é a tribo de onde virá o Anticristo, e acredita-se que o Nimrod é um arquétipo do Anticristo. E desde o tempo de Samsão, Israel começou a ignorar a proibição de Deus de casarem-se com os cananeus e desde então, a tribo de Dan foi a primeira e mais flagrante violadora da presente lei, é possível que Sansão teve um ou mais gigantes em sua árvore genealógica – estes gigantes podem ser descendentes da linhagem dos gigantes que Osiris originou na Mesopotâmia a milhares de anos antes. E Osíris, como já vimos, também foi retratado pelos egípcios na direção da constelação de Orion. Então, esta clara conexão entre Nimrod, Orion, Sansão e Osiris pode ser a pista final para a verdadeira identidade do misterioso Nimrod: Osíris.

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Osíris, homônimo da civilização osiriana, bem como Nimrod tratou de reconstruir. Osíris é representado pela constelação de Orion no Zodíaco egípcio e pode ter sido o mesmo homem que o Nimrod lendário da Mesopotâmia, conhecido como o grande caçador, conquistador e Construtor de cidades.
Finalmente chegamos a verdadeira fonte da lenda de Nimrod: Osíris, rei do Egito. Osíris, como vimos na parte I, foi um poderoso da antiguidade – um semi-deus, um gigante, um rei, um conquistador, um grande civilizador e Construtor de cidades. Além disso, ele, bem como Nimrod, estava muito interessado em recuperar informações do mundo antes do dilúvio. E, talvez o mais importante, desde que civilizou o Egito, Osíris deixou Isis como regente e mudou-se para outras terras, para ensinar outras pessoas que ele ensinou os egípcios. Esta é a chave – nos tempos antigos, foi Osíris, que viajou por todo o mundo antigo tentando Civilizar a humanidade, deixou para trás grandes lendas por ser um gigante no físico, intelectual e espiritual de um homem que viajou, em tempos antigos, até a Mesopotâmia e civilizou os bárbaros que ali viviam. Mais tarde eles refletiram sobre esta “idade de ouro”, quando os semi-deuses desceram a terra ensinando as artes e a ciência e a civilização. Na verdade é possível que Izdubar/Gilgamesh seja Osíris, a pronúncia do nome Osiris no hieróglifo original é na verdade “uzar” e se parece muito com “Izdubar”.
Também não é surpresa que o primeiro rei do Egito unificado chamava-se “Nar-mer“, um dos nomes do Deus Horus, que também é muito semelhante ao Nimrod. O símbolo de Narmer era um siluro (Silurus glanis-é uma espécie de peixe de água doce) acima de um cinzel. Embora este símbolo pareça curioso à primeira vista, pode ser uma pista importante para a origem de Osíris e uma antiga linhagem de reis divinos que pretendiam ser descendentes dele. Há uma família na Europa chamada Mérovingios, descendentes de um rei do século v, que dizia ser o filho de uma mãe humana e um misterioso “Monstro do mar”: “a misteriosa besta do mar, o Bistea Neptunis, define simbolicamente a linhagem merovíngia. O relevante senhor do mar foi o rei Pallas, um Deus da antiga Arcádia. Se dizia que o senhor imortal do mar estaria ‘sempre encarnado em uma dinastia de reis antigos’ cujo símbolo era um peixe. “ (40)
Por isso, os hieróglifos egípcios para o siluro e o cinzel que constituem o nome de Narmer podem referir-se ao fato que Narmer era de origem divina e o cinzel pode referir-se ao fato de que ele era conhecido como um cortador de pedras e, portanto, um construtor de cidades., Portanto, assim como Nimrod, Narmer foi um rei semi-divino conhecido por construir cidades. Isto faz sentido, porque que Narmer o rei que unificou o Alto e o Baixo Egito por volta de 3200 A.C., dando forma à primeira nação do mundo antigo. Embora provavelmente não seja o rei que inspirou a lenda de Osíris, Narmer foi quase certamente da linhagem divina de Osíris e poderia muito bem ser a fonte do nome “Nimrod”.
Se Osiris de verdade visitou a Mesopotâmia e levou a monarquia a Kish, nós podemos na verdade datar Osiris em 3500 A.C. aproximadamente, mais ou menos ao mesmo tempo que civilização surgiu tanto na Suméria e como no Egito. Em ambos os lugares, a arquitetura e civilização surgiram em torno daquele tempo, os sistemas de escrita, matemática, astronomia, agricultura já formado e artes técnicas que conhecemos hoje. Arqueólogos notaram-se por um longo tempo como foi repentina sua ascensão e sem qualquer evidência de desenvolvimento ao longo tempo. John Anthony West explica melhor que eu em seu clássico Serpent in the Sky: The High Wisdom of Ancient Egypt(serpente no céu: a Suprema sabedoria do antigo Egito:

As três grandes pirâmides de Gizé, que refletem com precisão as 3 estrelas do cinturão na constelação de Orion. Bauval, Hancock e outros acreditam que se tratava de uma tentativa dos antigos egípcios, de criarem o “céu na terra” em um sentido muito real.

As As três cidades da Assíria construídas por Orion/Nimrod, que também refletem as estrelas do cinturão de Orion na terra. Pode ser que Nimrod não saiu da Suméria, do Egito, onde ele era conhecido como Osíris.
Constelação de Orion. Uma foto é inserida no primeiro plano das três estrelas do cinturão de Orion, com uma linha traçada através deles para mostrar como elas estão alinhadas.

Vista aérea das pirâmides de Gizé, que alguns acreditam que é um espelho terrestre das estrelas do cinturão de Orion no céu. Da esquerda para a direita: “Grande” pirâmide de Khufu, pirâmide de Quéfren, a pirâmide de Miquerinos.

 Toda ciência egípcia, medicina, matemática e astronomia foram de uma ordem  exponencialmente superior de requinte e sofisticação que os eruditos modernos reconhecem. Toda a civilização egípcia foi baseada em uma compreensão completa e exata das leis universais. E este entendimento profundo manifestou-se de um sistema consistente, coerente e inter-relacionado que fundiu a ciência, arte e religião em uma singular unidade orgânica. Em outras palavras, era exatamente o oposto do que encontramos no mundo hoje. Além disso, cada os aspecto do conhecimento egípcio parece ter sido completo, desde o início. Ciência, arte e técnicas  arquitetônicas e o sistema hieroglífico praticamente não mostram sinais de um ”período” de ‘desenvolvimento'; De fato, muitas das conquistas das primeiras dinastias nunca foram superadas ou igualadas  posteriormente. Egiptólogos ortodoxos já suportam este fato assombroso, mas a magnitude deste mistério plantado não esta claro, enquanto suas muitas implicações não foram mencionadas.” (41)
 Osiris/Nimrod foi, muito provavelmente, o construtor ou reconstrutor de muitas estruturas megalíticas espalhadas por todo o antigo Oriente Próximo em sua tentativa de recriar o mundo antes do dilúvio, muitas dos quais parecem ter sido construídas na tentativa de refletirem a constelação de Orion na terra, sob a forma de arquitetura:
O nome deste fictício Império Osiriano deriva do Deus egípcio Osíris, o antigo Deus dos egípcios, que foi anterior a maioria dos deuses do Egito, incluindo Rá (1 ou 2 (em egípcio: *ri:ʕu), é o deus do Sol do Antigo Egito.), a origem de Osíris não é clara, embora os mitos de Osiris proliferem na religião e no mito dos egípcios. Childress acreditavam que Osíris era uma pessoa histórica real, o qual, como Gilgamesh do mito mesopotâmico, se deu o caráter divino ao longo do tempo. Em torno do Mediterrâneo se conheceu a este homem “Osiris” e por todo o  Mediterrâneo e suas costas podem ser encontradas exemplos de sua mão-de-obra.
Dada a antiga e avançada civilização no Mediterrâneo, o mistério de alguns dos mais imponentes e inexplicáveis Sítios arqueológicos sem torno do Mediterrâneo, tais como Baalbek [no Líbano], parece não levar a nada tão misterioso, afinal. Esta teoria que Baalbek é algum remanascente do Império osiriano, juntamente com alguns dos outros sítios megalíticos no Mediterrâneo, concorda muito bem com a lenda árabe, em que uma “tribo de gigantes que construíu os grandes blocos de pedra, logo após o dilúvio por ordem do lendário rei Nimrod.” Rei Nimrod e Poseidon são apenas outros nomes para o Osiris da mitologia egípcia. (42)

CONCLUINDO

Portanto, embora o Reino de Nimrod apareça na Bíblia como restrito a Mesopotâmia (atual Iraque), é improvável que seja o Reino de Cuche, seu antecessor, que era o pai dos cusitas e que viveu no que agora é Etiópia, sul do Egito. Somando-se a isto que, Mizraim, irmão de Cush era o pai dos egípcios miz rai’m é o nome hebreu para Egipto – literalmente, “as duas terras”, referindo-se ao alto e baixo Egipto). Também é instrutivo observar que a Bíblia diz que o início do reinado de Nimrod foi a Babilônia, indicando que pode ter se extendido fora da Mesopotâmia, por todo o antigo mundo Mediterrâneo construindo magníficas estruturas que não ainda foram capazes de serem igualadas até os dias hoje. E apesar de Nimrod ser lembrado para os feitos de força e construção de maravilhas arquitetônicas, exigirá um estudo mais amplo para ver qual foi o seu mais importante legado para a humanidade: a linhagem dos reis divinos que seguiram depois dele.
Osíris responde a todas as perguntas que fizeram os comentaristas há milhares de anos, especialmente a referência a Nimrod, descendente de Cuche. Os cusitas viveram na Etiópia, sul do Egito, do nordeste da África e sul da Arábia, e alguns dos seus descendentes podem muito bem ter migrado para o norte e a leste a terra de Sinar. Ali, começaram a reconstruirem as cidades antediluvianas na planície que tinha sido destruída pela enchente e em seguida começaram a estender para além de tentar reconstruir e recivilizar a terra como tinha sido antes. Osíris está no lugar certo, na hora certa e tem a linhagem correta para ser o Nimrod fictício da antiguidade. E, mais tarde, seus grandes feitos foram lembrados pelos antigos mesopotâmicos em seus mitos e lendas e eternizado nas estrelas.
            CAÇANDO NINRODE

GIGANTE NEPHILIN : Ninrode, Poderoso caçador contra o Senhor
Parece que chegamos no final da caça e nós conseguimos capturar o lendário Nimrod. Osíria, é o nome desta série que leva o nome do lendário Osíris, que foi o grande civilizador da humanidade na região mediterrânica e os seus arredores que foram inundadas pelo Dilúvio de Noé. E embora pareça que sua tentativa de reconstrução do mundo antediluviano tenha fracassado, dos grandes impérios do mundo antigo, já desbotados e esquecidos no tempo e que agora estão cobertos por um manto espesso e quase impenetrável de lama e lôdo, seria prematuro dizer que Osiris falhou em sua tentativa de refazer o mundo antediluviano. A resposta para a identidade do mítico Nimrod não está inteiramente no personagem de Osíris ou na constelação de Orion, que o recordam. O terceiro legado da identidade Trina do Nimrod é o legado aos reis que ele deixou, os reis que tinham o sangue real de Nimrod correndo em suas veias, dando-lhes o direito divino de governarem a humanidade. E esta linhagem de reis não pôde ser quebrada, é descendência da serpente. Alguns acreditam que uma dessas linhagens possa aparecer no final dos tempos para reconquistar a terra de Sinar, e com ela seu representante semi-divino, o Anticristo,  ”A besta que você viu, ERA e já NÃO É. Ela está para subir do abismo e caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, ficarão admirados quando virem a besta, porque ela ERA, agora NÃO É, e entretanto VIRÁ. Apocalipse 17:8, ele já andou na terra um dia e está preso no abismo e ressurgirá na busca de conquistar o mundo e restaurar o mundo como ele era antes do dilúvio de Noé, na glória de Atlântida, e mudará os tempos e as leis e escravizando novamente o mundo, do mesmo modo que os reis semi-divinos(Nephilins) governaram um mundo escravizado. Neste momento um Nimrod surgirá e acreditar-se-á ser um sábio, se considerará não mais um semi-deus, mais o próprio deus encarnado — mas em última análise, será apenas um príncipe dos tolos.
drefOSÍRIS, O GIGANTE NEPHILIN, RETORNARÁ
”Os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, ainda que virá. ”Apocalipse 17:8

Fonte: http://apocalink.com.br/osiria-nimrod-e-osiris-capitulo-iv/

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