21 de jul de 2015

Uso da neurociência para vender mais.

neuromarketing
O termo neuromarketing apareceu por volta de 2002, contudo estudos têm sido publicados somente nos últimos cinco anos.

“Por décadas, métodos de pesquisa de marketing têm por objetivo explicar e predizer a eficácia das campanhas de publicidade. Na maior parte, no entanto, técnicas convencionais falharam miseravelmente. Uma vez que as emoções são fortes mediadoras de como os consumidores processam mensagens, compreendem e modelam respostas cognitivas para mensagens de vendas (sellingmessages), este , sempre foi um desafio metodológico.


Por exemplo, os pesquisadores sempre dependeram principalmente das habilidades dos consumidores para relatar como se sentem sobre uma parte específica da publicidade, seja em uma configuração “entrevista confidencial tipo cara a cara” (face-to face), numa pesquisa ou em uma configuração de grupo como um “grupo de foco” (focus group). Infelizmente, esses métodos têm consideráveis limitações. Primeiro, eles assumem que as pessoas são efetivamente capazes para descrever seus próprios processos cognitivos, que nós sabemos, têm muitos componentes subconscientes. Em segundo lugar, inúmeros fatores motivam os participantes da pesquisa a falsear o relato de seus sentimentos, incluindo incentivos, restrições temporais ou pressão de seus pares.

Neste contexto desafiador, o surgimento de técnicas de neuroimagem ofereceu alternativas metodológicas emocionantes. Tais técnicas permitem finalmente os comerciantes sondarem o cérebro dos consumidores para obter valiosas percepções sobre os processos subconscientes, explicando por que uma mensagem eventualmente é bem-sucedida ou falha. Eles fazem isso removendo o maior problema que enfrentam na pesquisa de propaganda convencional, que é confiar que as pessoas têm a vontade e a capacidade para relatar como elas são afetadas por uma parte específica da publicidade.

Existem muitas maneiras de medir respostas fisiológicas à propaganda, mas existem apenas três métodos não-invasivos bem estabelecidos para medição e mapeamento de atividade cerebral:

EEG – Eletroencefalografia
MEG – Magnetoencefalografia
MRI – Imagem por ressonância magnética

Usando tais exames os publicitários podem descobrir se há alguma parte do comercial que os espectadores não estão prestando atenção e mudá-la de acordo com seus objetivos.

Durante algum tempo não foram muitos os marqueteiros que se interessaram por neuromarketing, principalmente por medo da reclamação do público contra possíveis questões éticas e de privacidade introduzidas pelo uso de tecnologia de neuroimagem para fins comerciais”, mas de uns tempos para cá mais especialistas em neuro marketing estão aparecendo e atuando.

Portanto, caro leitor, comece a ter consciência de como as propagandas e a publicidade o afetam a fim de não ser tão manipulado, incluindo as propagandas políticas, pois parece que o neuromarketing já foi utilizado nas eleições de 2010 em nosso país.


Imagem: skeptikai.com

Compartilhe com seus amigos, imprima, copie o link, envie por e-mail.

Facebook Addthis Amazon AOL Mail Baidu Facebook Messenger Copy Link Email Gmail Google+ LinkedIn Myspace Outlook Print PrintFriendly Pinterest Twitter WhatsApp


Pesquise no Site por Assunto

AS 10 MAIS DO MÊS