1 de out de 2016

Índia As intrigantes esculturas eróticas de Khajuraho.

Que a sacanagem sempre moveu o mundo todos nós sabemos: nossa existência, inclusive, já é uma prova cabal disso. Mas até mesmo o rei das casas de massagens poderia se sentir um pouco encabulado ao explorar o complexo de templos com esculturas eróticas de Khajuraho, uma pacata vila rural situada no estado de Madhya Pradesh, região central da Índia.



Escondidos pelo matagal durante uma eternidade, os templos de Khajuraho foram 
redescobertos pelos ingleses no século XIX.


Não se sabe se por religião ou por libido que a dinastia Chandela esculpiu figuras
 picantes em seus templos.

Fora da curva de roteiros tradicionais da Índia, Khajuraho atrai visitantes
 interessados em história.


Papai Noel também merece.

Apenas 10% do cenário visto hoje é composto pelas esculturas de elaboradas peripécias sexuais, situação que poderia ser diferente se o curso da História fosse outro. Os templos de Khajuraho foram construídos durante o mandato da dinastia Chandela, entre os anos de 950 a 1050, ou seja: um século de muito cinzel na pedra para erguer um composto de 85 templos dedicados ao hinduísmo e jainismo, que na época, ocupavam em conjunto uma área de 20 quilômetros quadrados.  A feroz invasão muçulmana na Índia, durante o século XIII e perpetuada até o século XVIII, fez com que diversas construções da cidade fossem destruídas, talvez por intolerância à idolatria de outras religiões ou por puro recalque sexual. Fato é que o tempo foi passando, o mato foi crescendo e pouco a pouco, Khajuraho foi ficando negligenciada e perto de ser fatalmente esquecida. Até que em 1838, o oficial britânico TS Burt resolveu capinar o lote e desvelar ao mundo as vergonhas desavergonhadas dos vinte templos sobreviventes, que hoje podem ser vistos pela bagatela de 250 rupias (cerca de 5 dólares).



Como sexo é bom mas não é tudo, apenas 10% das esculturas retratam 
momentos sem vergonha. 




Preliminares para iniciar a devassidão.Muitas trombas já são avistadas.

O sítio arqueológico de Khajuraho é tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, mas os ávidos visitantes geralmente rumam para os templos localizados no complexo Oeste. Em sua maioria, os templos são homenagens aos deuses Hindus, e as intrincadas esculturas milimetricamente trabalhadas recontam histórias de costumes, batalhas consagradas, e, claro, recordações safadonas de práticas tântricas de outrora, considerando que o sexo no Hinduísmo é visto como parte essencial à vida humana, ao permitir uma união maior com o Universo.






Bacanal, suruba, rala e rola, swing: tudo era permitido em Khajuraho.



Acrobatas da volúpia se lambuzavam em 1001 posições.

O templo de Kandariya-Mahadev é o maior de toda Khajuraho e é nele que estão a maioria das representações eróticas. Basta olhar cerca de 1 metro acima para começar a ver posições que deixariam qualquer acrobata do Cirque du Soleil no chinelo.



A imagem simétrica de pleno gozo é o ponto G de Khajuraho. 
Resta saber se o brother ali embaixo está confortável. 
Enquanto isso, “a bunda se diverte por conta própria”.



E pega fogo o cabaret! Tem muita escultura de sexo com animais também.


Há quem diga por aí que a inspiração pra tanta peripécia sexual foi através do livro Kamasutra. No entanto, não há nenhuma correlação oficial entre a dinastia Chandela e o livro escrito pelo estudante celibatário (!!!) Vatsyayana , durante o século IV. De qualquer forma, as mais variadas posições sexuais entre duas, três ou quatro pessoas (e rola uns animais também) são intrigantes e quase hipnotizam. As maiores testemunhas dos risinhos sem-vergonha dos turistas são os guardinhas dos templos, que parecem te olhar com aquela cara de “eu sei o que você está pensando”.

Fonte: http://www.pangeaetc.com/as-intrigantes-esculturas-eroticas-de-khajuraho/

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