21 de dez de 2016

Importância da compreensão

Em se tratando de compreender, fundamentalmente, qualquer defeito de tipo psicológico, devemos ser sinceros com nós mesmos…

Desafortunadamente, Pilatos, o Demônio da Mente, sempre lava as mãos; nunca tem culpa, jamais reconhece seus erros…

Sem evasivas de nenhuma espécie, sem justificativas e sem desculpas, devemos reconhecer nossos próprios erros…

É indispensável autoexplorar-nos para autoconhecer-nos profundamente e partir da base zero radical.

O fariseu interior é óbice para a compreensão. Presumir-se de virtuoso é absurdo…

Uma vez fiz, a meu guru, a seguinte pergunta: Existe alguma diferença entre a tua mônada divina e a minha? O Mestre respondeu: “Nenhuma, porque tu e eu e cada um de nós não é mais que um mau caracol no seio do Pai…”

Ajuizar a outros e qualificá-los de magos negros resulta incongruente, porque toda humana criatura, enquanto não haja dissolvido o eu pluralizado, é mais ou menos negra..

Autoexplorar-se intimamente é, certamente, algo muito sério; o ego é, realmente, um livro de muitos tomos.

Em vez de render culto ao execrável demônio Algol, convém beber o vinho da meditação na taça da perfeita concentração…

Atenção plena, natural e espontânea em algo que nos interessa, sem artifício algum, é, em verdade, concentração perfeita…

Qualquer erro é polifacético e se processa, fatalmente, nas 49 guaridas do subconsciente…

O ginásio psicológico é indispensável; afortunadamente o temos e este é a própria vida…

A senda do lar doméstico, com seus infinitos detalhes, muitas vezes doloroso, é o melhor salão do ginásio.

O trabalho fecundo e criador, mediante o qual nós ganhamos o pão de cada dia, é outro salão de maravilhas.

Muitos aspirantes à vida superior anelam, com desespero, evadir-se do lugar onde trabalham, não circular mais pelas ruas de seu povo, refugiar-se no bosque, com o propósito de buscar a liberação final…

Essas pobres pessoas são semelhantes a rapazes gazeteiros que fogem da escola, que não assistem às aulas, que buscam escapatórias…

Viver de instante a instante, em estado de alerta percepção, alerta novidade, como vigia em época de guerra, é urgente, indispensável, se, em realidade, queremos dissolver o eu pluralizado.

Na inter-relação humana, na convivência com nossos semelhantes, existem infinitas possibilidades de autodescobrimento.

É inquestionável, e qualquer um o sabe, que, na inter-relação, os múltiplos defeitos que levamos escondidos entre as ignotas profundidades do subconsciente, afloram sempre naturalmente, espontaneamente e, se estamos vigilantes, então os vemos, os descobrimos.

Entretanto, é óbvio que a autovigilância deve, sempre, processar-se de momento em momento.

Defeito psicológico descoberto deve ser integralmente compreendido nos distintos recôncavos da mente.

Não seria possível a Compreensão profunda sem a prática da meditação.

Qualquer defeito íntimo resulta multifacético e com diversos enlaces e raízes que devemos estudar judiciosamente.

Autorrevelação é possível quando existe compreensão íntegra do defeito que, sinceramente, queremos eliminar…

Autodeterminações novas surgem da Consciência, quando a Comprensão é unitotal…

Análise superlativa é útil, se a combinamos com a meditação profunda; então brota a labareda da Compreensão.

A dissolução de todos esses agregados psíquicos, que constituem o ego, precipita-se, se sabemos aproveitar até o “maximum” as piores adversidades.

Os difíceis ginásios psicológicos no lar ou na rua, ou no trabalho, nos oferecem sempre as melhores oportunidades.

Cobiçar virtudes resulta absurdo; melhor é produzir mudanças radicais.

O controle dos defeitos íntimos é superficial e está condenado ao fracasso.

Mudanças de fundo é o fundamental e isto só é possível compreendendo, integralmente, cada erro…

Eliminando os agregados psíquicos que constituem o mim mesmo, o si mesmo, estabelecemos, em nossa Consciência, alicerces adequados para a ação reta…

Mudanças superficiais de nada servem; necessitamos, com urgência inadiável, mudanças de fundo…

Compreensão é o primeiro; eliminação, o segundo…




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