8 de jun de 2017

Observador e Observado – Chave valiosa para chegar ao autoconhecimento.

Observador e Observado

Uma valiosa chave para chegar ao autoconhecimento

Está muito claro e não é difícil de compreender que, quando alguém começa a observar seriamente a si mesmo, do ponto de vista de que não é um, e sim, muitos, realmente começa a trabalhar sobre tudo isso que carrega dentro.

É um problema, um obstáculo, um tropeço para o trabalho da auto -observação íntima os seguintes defeitos psicológicos:

• Mitomania: delírio de grandeza; crer-se um deus.

• Egolatria: crença em um eu permanente; adoração a qualquer tipo de Alter-Ego.

• Paranoia: autossuficiência, presunção, julgar-se infalível, orgulho místico, pessoa que não sabe ver o ponto de vista alheio, “dono da verdade”.

Enquanto alguém continuar com a absurda convicção de que é um, que possui um eu permanente, o trabalho sério sobre si mesmo torna-se impossível.

Quem sempre se crê um, nunca será capaz de se separar de seus próprios elementos indesejáveis.

Considerará cada pensamento, desejo, emoção, paixão, sentimento, afeto, etc., como funções diferentes, modificáveis de sua própria natureza e até se justificará diante dos demais dizendo que tais ou quais defeitos pessoais são de caráter hereditário.

Quem aceita a doutrina dos muitos eus, compreende, à base de observação, que cada pensamento, desejo, ação, paixão, etc., corresponde a esse ou àquele eu diferente, distinto.

Qualquer atleta da auto-observação íntima trabalha seriamente dentro de si mesmo e se esforça para apartar de sua psique os diversos elementos indesejáveis que possui dentro.

Se alguém, verdadeira e sinceramente, começa a se observar internamente, termina se dividindo em dois: observador e observado.

Se tal divisão não acontecesse, é evidente que nunca daríamos um passo adiante na maravilhosa estrada do autoconhecimento.

Como poderíamos observar a nós mesmos se cometêssemos o erro de não querer nos dividirmos em observador e observado?

Se tal divisão não se produzisse, é óbvio que nunca daríamos um passo adiante no caminho do autoconhecimento.

Sem dúvida, quando essa divisão não ocorre, continuamos identificados com todos os processos do eu pluralizado.

Quem se identifica com os diversos processos do Eu Pluralizado é sempre vítima das circunstâncias.

— Como poderia modificar circunstâncias quem não conhece a si mesmo? Como poderia conhecer a si mesmo aquele que nunca se observou internamente? De que maneira poderia alguém se auto-observar se não se dividir previamente em observador e observado?

Agora, ninguém pode começar a mudar radicalmente enquanto não for capaz de dizer: Este desejo é um eu-animal que devo eliminar; este pensamento egoísta é outro eu que me atormenta e que preciso desintegrar; este sentimento que fere meu coração é um eu-intruso que tenho que reduzir à poeira cósmica, etc., etc., etc.

Naturalmente, isso é impossível para quem nunca se dividiu em observador e observado.

Quem toma todos seus processos psicológicos como funções de um eu único, individual e permanente está tão identificado com todos os seus erros, mantendo-os tão unidos a si mesmo, que acabou perdendo, por esse motivo, a capacidade de separá-los de sua mente.

Obviamente, pessoas assim jamais poderão mudar radicalmente; são pessoas condenadas ao mais rotundo fracasso.

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