7 de ago de 2017

Hiroshima


Domingo fez 72 anos da explosão da bomba atômica sobre Hiroshima

Foi lembrado neste domingo (06 de agosto) o 72º aniversário do primeiro ataque nuclear da história da atual civilização: quando uma aeronave americana, um bombardeiro B-29 (apelidado de Enola Gay), lançou a bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, matando cerca de 140 mil pessoas até o final daquele ano – de um total de 350 mil que viviam ali.


Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Agosto, dia 06, ano de 1945, fazem 72 anos da explosão da primeira bomba atômica em Hiroshima



Três dias depois veio o bombardeio de Nagasaki, e o saldo total de mortes dos dois ataques – que precederam a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial – superou os 200 mil. O país realizou neste domingo uma cerimônia oficial, liderada pelo premiê Shinzo Abe, para homenagear as vítimas.

A BBC produziu uma animação a partir do relato da sobrevivente Bun Hashizume, que tinha 14 anos quando assistiu ao primeiro ataque militar usando uma bomba atômica, veja a seguir:


Ela declarou que “apesar de tudo, não odeio as pessoas que lançaram a bomba”, diz ela. “Posso dizer que pude testemunhar o quão maravilhosos os humanos conseguem ser mesmo depois de terem perdido tudo. Mas nunca vou esquecer o fato de que seres humanos lançaram uma bomba atômica sobre outros seres humanos.”

Autoridades japonesas, diplomatas internacionais e sobreviventes participaram, em Hiroshima, de uma cerimônia que marcou os 72 anos do lançamento da primeira bomba nuclear, nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

Devastação total: Hiroshima após o lançamento da bomba atômica em agosto de 1945

O sino da paz soou às 8h15 (hora local), no momento exato em que a bomba atômica lançada pelo bombardeiro B-29 Enola Gay, da Força Aérea americana, detonou sobre o centro da cidade, matando 40 mil pessoas instantaneamente. Até o fim daquele ano, o número de mortos chegou a 140 mil, em consequência da radiação.

Cerca de 50 mil pessoas compareceram à cerimônia no Parque do Memorial da Paz, em Hiroshima, incluindo a embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy e representantes de cerca de cem países.

Tripulação do bombardeiro B-29, apelidado de Enola Gay, que lançou a bomba de Hiroshima em 6 de agosto de 1945, três dias antes de outro ataque atômico ser lançado sobre Nagasaki.

Após o memorial, líderes de grupos de sobreviventes se reuniram com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e pediram a remoção de uma nova legislação que permite aos militares japoneses, pela primeira vez desde o fim da 2ª Guerra, se envolverem em conflitos no exterior.

Abe, que em seu discurso durante a cerimônia defendeu a abolição das armas nucleares, sustentou que a nova legislação é essencial para a segurança do país. Pesquisas indicam que a maioria dos japoneses é contra a medida, que envolve uma reinterpretação da Constituição japonesa, que renuncia à guerra, estabelecida no período pós-guerra quando o país estava sob ocupação americana.

“Tudo ao redor esta escuro, cheio de fumaça preta, poeira e incêndios. O sol não pode ser visto. Nada permanece de pé. Muitos corpos jaziam ao longo; muitos carbonizados e queimados além de qualque reconhecimento, dilacerados ou com seus globos oculares pendurados para fora de seus crânios pela pressão da explosão”.

A detonação da bomba atômica ainda é um dos temas mais debatidos da Segunda Guerra Mundial. Muitos defendem que ela foi necessária para pôr fim à guerra no Pacífico e salvar milhares de outras vidas, enquanto outros sustentam que o Japão teria se rendido de qualquer forma, sem que houvesse a necessidade de destruir Hiroshima e, três dias mais tarde, Nagasaki.

Ainda hoje, sobreviventes estão sob tratamento nos hospitais da Cruz Vermelha japonesa em razão dos efeitos de longa duração da radiação, principalmente casos de câncer.

“O medo é a emoção predominante das massas que ainda estão presas no turbilhão da negatividade da estrutura de crença da (in)consciência de massa. Medo do futuro, medo da escassez, do governo, das empresas, de outras crenças religiosas, das raças e culturas diferentes, e até mesmo medo da ira divina. Há aversão e medo daqueles que olham, pensam e agem de modo diferente (os que OUVEM e SEGUEM a sua voz interior), e acima de tudo, existe medo de MUDAR e da própria MUDANÇA.” – Arcanjo Miguel



“Conhece-te a ti mesmo e conheceras todo o universo e os deuses, porque se o que tu procuras não encontrares primeiro dentro de ti mesmo, tu não encontrarás em lugar nenhum”. – Frase escrita no pórtico do Templo do Oráculo de Delphos, na antiga Grécia.

Muito mais informações, leitura adicional:

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

Pesquise no Site por Assunto

AS 10 MAIS DO MÊS