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27 de out de 2018

Fraudes Piramidais



A matemática nem sempre é entediante. Às vezes, inclusive, pode ser extremamente lucrativa. Basta perguntar a Charles Ponzi, um imigrante italiano e mais tarde investidor de sucesso em Boston, que decidiu explorar economicamente um simples princípio da progressão geométrica lá por 1920. A tática Ponzi, como ficou conhecida a ...
  
estratégia, consistia em lançar um plano de investimentos que prometia 50% de rendimentos em 45 dias a todos aqueles que investissem em seus estranhos cupons postais, cooptando uma pequena multidão de investidores em pouco tempo. Ponzi cumpriu aquela exagerada garantia pagando os primeiros investidores com o dinheiro obtido. Assim acabou reunindo mais de 9 milhões de dólares. Mas 6 meses depois, milhares de pessoas começaram a perder suas economias e Ponzi foi preso.

 Ponzi foi o precursor das chamadas fraudes piramidais ou estratégias de investimento piramidal. O problema inerente a qualquer estratégia baseada no sistema Ponzi consiste em que finalmente a fonte de rendimentos se esgota: ou o mercado fica saturado dos produtos que a empresa comercializa, ou a base da pirâmide é tão ampla que já não há suficientes pessoas para comprá-los. Em qualquer caso, os vendedores situados nos níveis inferiores da corrente estão condenados a perder.


Simplificando, um sistema Ponzi funciona assim. Cada membro da pirâmide é obrigado a recrutar 10 membros a mais -que pagarão 10 dólares por cabeça-: deste modo, no terceiro nível da pirâmide nos encontraremos com um total de 10.000 membros. Três níveis depois, os vendedores terão que recrutar um milhão de pessoas para atingir as quotas. E mais três níveis adiante, a 1 bilhão.
Por essa razão, trata-se de convencer os novos membros que acessaram a base pirâmide de que é uma oportunidade única de gerar rendimentos. A fugacidade dos ganhos potenciais converte-se na motivação para entrar no sistema.
Em um ciclo compulsivo, as vítimas movem-se de uma companhia a outra, assumindo as perdas com a esperança de chegar antes que a última vez. São tantas as pessoas que participam neste tipo de estratégias, que o mundo clandestino das pirâmides Ponzi se converteu em uma autêntica subcultura. De fato, podemos encontrá-la nas páginas de anúncios classificados dos jornais e nos boletins de notícias da Internet. Seu propósito sempre é o mesmo: atrair mais seguidores.
Um dos mais recentes sucessos utilizando o sistema Ponzi é a Amway, apesar de que seus defensores e vendedores encaram como ofensa descrever seu método de vendas e recrutamento como algo relacionado as pirâmides.

Fraude Bilionária através de pirâmide fiananceira

16/12/2008 - Muita gente deve ter ouvido falar da acusação contra Bernard Madoff, divulgada quinta-passada (11), por conta do esquema multibilionário e fradulento que ele criou através da administradora de fundos Bernard L. Madoff Investment Securities LLC. A denúncia, reconhecida pelo próprio Madoff, é relativa a uma pirâmide financeira comandada pela empresa de Madoff. Antes de entrar em detalhes sobre o esquema e quem é Bernard Madoff, vou explicar o que é e como funciona uma pirâmide financeira.
Uma pirâmide financeira, que também pode ser confundida com marketing de rede (apesar de existirem produtos sérios nesse ramo), é um esquema onde você investe um determinado valor para entrar na pirâmide, beneficiando quem já está nela, e receberá uma parte dos futuros integrantes dessa pirâmide, que forem convidados por você. A figura acima ilustra um exemplo bem simples – e comum – desse esquema. Certamente a maioria de vocês já devem ter conhecimento de algo desse tipo, nem que seja por correntes de e-mail pedindo para depositar “x” reais na conta de alguém, colocar seu nome na lista e repassar para 6 pessoas, por exemplo.
Em estruturas mais elaboradas, você adquire um produto (que podem ser produtos para emagrecer, cartões de crédito, alimentos) de algum membro dessa estrutura (que fica com uma parte do valor) e está apto a participar do negócio. Caso você convença outras pessoas a entrar nesse negócio, você ganhará um percentual sobre as aquisições delas. Como falei anteriormente, até existem empresas sérias nesse setor, mas a maioria – o que mancha a imagem e deixa muitas pessoas com pé atrás – é fraudulenta e insustentável.
E foi justamente isso que o fundo de investimento do Madoff fazia: prometia retornos sobre o investimento bem lucrativo para os padrões americanos (algo em torno de 10% ao ano), mas, na verdade, ele repassava um retorno financeiro aos clientes mais antigos através da entrada de recursos dos clientes mais recentes. Obviamente isso tudo acontecia sem o conhecimento dos integrantes do fundo. Vale ressaltar que, além de várias pessoas físicas, faziam parte do fundo bancos como o japonês Nomura, o francês BNP Paribas, o HSBC, o Royal Bank of Scotland e os espanhóis Santander e BBVA. Mas por qual motivo esse fundo fez tanto sucesso e atraiu bancos de renome internacional?
É aí onde entra o histórico do investidor Bernard Madoff. Ele foi nada menos do que o presidente da Nasdaq, bolsa americana de tecnologia. Madoff, de 70 anos, era tão respeitado em Wall Street que a SEC (Securities and Exchange Commission, a autoridade de regulação dos mercados americano) o havia nomeado em 2000 membro do conselho de consultores e solicitava freqüentemente seus conselhos, segundo o “Wall Street Journal”.
O mais interessante disso tudo é que ele afirmou que o negócio era insolvente e que vinha sendo assim por anos. Também declarou estimar que as perdas com essa fraude seriam de pelo menos aproximadamente US$ 50 bilhões. Apesar disso, por conta da acusação de fraude, ele pode pegar uma pena de até 5 anos na prisão e uma multa de até US$ 5 milhões. Muito pouco para o tamanho do problema causado, não?
O SIPC (Securities Investor Protection Corporation), o organismo encarregado de proteger os interesses dos investidores, destacou que o volume da fraude e a situação das contas da empresa de Madoff tornam o caso particularmente difícil. A entidade advertiu nesta segunda-feira os investidores para que não tenham ilusões quanto a recuperar seu dinheiro.
Resumo da história: o cara roubou uma grana considerável dos investidores e deve pegar uma pena, segundo a denúncia, quase insignificante se comparada ao tamanho da fraude. A maioria dos investidores (severamente prejudicados e inocentes, na minha opinião, já que não havia como prever que um fundo administrado por uma pessoa com esse histórico fosse fraudulento) provavelmente não verá a cor do dinheiro investido e já contabilizam suas perdas. Boa parte delas já foram expostas na reportagem publicada hoje (16) na Folha Online.

Golpe da Pirâmida Financeira - Entenda o que é.

Atraído por falsas promessas de altas rentabilidades, o investidor desinformado aplica seu dinheiro. Em vez de investir o dinheiro que recebe, o golpista ou o administrador do fundo usa parte do dinheiro de cada novo investidor para pagar os altos juros prometidos aos investidores mais antigos, ficando ele com o restante. O sistema começa a ruir quando a necessidade de aumento de novos investidores se torna insustentável, pois cada vez mais é preciso dobrar a base de clientes

GOLPE DE PONZI – O PIONEIRO

Charles Ponzi, um italiano que emigrou nos EUA em 1903, lançou em novembro de 1919 um esquema de venda de notas promissórias garantindo taxa de juros de 40% no prazo de 90 dias. Em vez de investir o dinheiro que recebia o Sr. Ponzi usava parte do dinheiro de cada novo investidor para pagar os juros prometidos aos investidores mais antigos, ficando ele com o restante. Os investidores de Ponzi não sabiam como a coisa funcionava, sabiam, porém que algumas pessoas estavam ficando ricas com isso. Obviamente todos queriam ganhar o mesmo e, portanto pediam para entrar no sistema. Quanto, cerca de 7 meses mais tarde, o número de novos investidores cresceu demais (chegando a cerca de 20.000), as autoridades iniciaram a investigar e ficou praticamente impossível continuar. O sistema começou a ruir, também por falta de novas adesões em número suficiente para manter o esquema funcionando. Logo depois aconteceu o colapso com a intervenção das autoridades e a criação do termo "Esquema de Ponzi". Ponzi foi condenado a 5 anos de cadeia. Anos mais tarde tentou um novo esquema parecido na Flórida e foi condenado de novo. Terminou seus dias em 1949, num hospital para indigentes no Rio de Janeiro, para onde tinha se mudado.

OUTROS GOLPES - TODO CUIDADO É POUCO

Não invista quando não possuir entendimento suficiente sobre o ramo a ser aplicado. Há muitas estórias de pessoas que perderam altas quantias em negócios que prometiam altas rentabilidades.

Evite os investimentos apressados, desconfie quando alguém indicar um investimento no qual ele apresenta como oúnico, ou seja, o melhor disponível no mercado, e que está prestes a se esgotar. Se uma oportunidade é apresentada como muito mais rentável do que as existentes no mercado, provavelmente há riscos ocultos, que você ainda não tem conhecimento. A relação risco versus retorno sempre será proporcional.
Com o advento da internet novos tipos de esquemas apareceram e os antigos se modernizaram. Há também empresas, como as do ramo de produtos de emagrecimento e produtos de limpeza, que oferecem lucro maior com o recrutamento de novos vendedores e seu abastecimento do que a própria venda do produto.
Tome cuidado com planos que pedem para você pagar taxas de entrada ou custos de material de trabalho, amostras "obrigatórias" ou coisas parecidas. Como também em caso de propostas envolvendo lucros elevados. Nunca assine documentos ou pague qualquer coisa em condição de pressão ou para não magoar "amigos" que estão lhe apresentado uma "oportunidade". Verifique cada proposta buscando informações junto às autoridades competentes.
Geralmente promessas de altas rentabilidades vêm acompanhadas de altos riscos, como foi o caso da Fazenda Reunidas Boi Gordo (FRBG), Avestruz Master e a Top Avestruz. Até hoje seus investidores lutam para reaverem seus investimentos. Tentam se proteger através de Associações, as quais são: União Nacional de Associações e Associados em Prol do Projeto Global Brasil e de Credores da Fazendas Reunidas Boi Gordo S.A.

Cuidado! Pirâmide financeira não é marketing de rede

03/01/2011 - Por Jose Ivan Maia - Frequentemente isso vem refletindo ao sistema de marketing de rede problemas quanto a sua imagem devido à percepção que o público passa a ter a respeito desta forma de marketing como formato inescrupuloso e sem ética.

Como o marketing de rede é uma forma de venda direta, também conhecido como marketing multinível ou venda direta multinível, vem-se comprovando que este é um método altamente eficiente e de sucesso para compensar os revendedores diretos pela colocação e distribuição de produtos e serviços diretamente aos consumidores.

Em um conceito básico, o sistema de pirâmide é um esquema de recrutamento de pessoas, gerando renda somente do recrutamento de novos membros e da cobrança de mensalidades, sem que nenhum produto ou serviço real seja movimentado. Portanto, a recompensa ocorre apenas com a adição de novos participantes e com os investimentos destes, e não com a revenda ou a distribuição de produtos ou serviços com função comercial legítima. Algumas pirâmides financeiras até são legalizadas, o que não diminui o risco que elas oferecem.

Sem sustento comercial, o número de recrutas disponíveis é finito e, aritmeticamente, recrutas posteriores possuem menor chance de enriquecer do que os promotores do esquema. Consequentemente, este esquema tende a fazer com que os últimos a ingressarem, praticamente não possuem nenhuma chance de recuperar as suas taxas de inscrição ou de se beneficiarem com o esquema.

Na falta de um produto real, tais esquemas tentam coagir as pessoas, garantindo serem empresas legítimas que operam um plano de marketing de rede. Porém, os produtos de venda utilizados por este sistema não possuem nenhum valor de mercado por serem falsos certificados, planos de previdência privada, programas de treinamento, assinatura de revistas, descontos ilusórios, tratamentos ineficientes, seguros de vida com preços fora de mercado e outros. As pessoas recrutadas adquirem estes produtos sem perspectivas de revenda ou possibilidade de devolução do valor pago por eles.

O Marketing de Rede é um sistema de distribuição ou uma forma de Marketing que movimenta bens e serviços, do fabricante para o consumidor, por meio de uma rede de contratantes independentes. É uma maneira de organizar e remunerar revendedores envolvidos em vendas diretas. Possui um plano de remuneração de vendas diretas aberto e detalhado, no qual revendedores podem receber ganhos de várias maneiras.
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Na verdade, não significa de modo algum, que todas as empresas que afirmam ser uma empresa legal de marketing de rede realmente sejam. Existem alguns lobos tentando se passar por carneirinho, mas a indústria de marketing multinível, ou o modelo de negócios em si além de legal, é muito ético. Fique atento e não se deixe enganar.

Fontes de pesquisas: 
Metamorfose Digital
http://queroficarrico.com/blog/
http://seuconsultorfinanceiro.com.br/
http://www.administradores.com.br/
Publicado em: oarquivo.com.br

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